segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A vida descolorindo...

"Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

É com esse trecho da música Aquarela de Toquinho, bem no finalzinho da música, que queria começar o assunto de hoje. Notem que na música vai mostrando todo um conhecimento, um colorido da vida quando somos novos, onde tudo é mais vivo, mais belos, mais idealista. Sonhos vêm a nossas mentes sempre e sempre. Tudo é tão colorido...

A parte final sempre achei um tanto verdadeira, pois via outras pessoas ficando mais "apagadas" ou vendo a vida mais em preto e branco conforme a vida passa. Um professor muito sábio quando dava aula de Mecânica Clássica disse que a gente (na época eu era um graduando de física) que era novo tinha uma visão mais aberta do que eles que estavam mais velhos. Achei meio exagero na época. Hoje não acho tanto assim, na verdade sinto a cada dia que ele estava certo.

Conforme o passar do tempo vamos ganhando experiências, mas experiências boas e ruins. Boas claramente contribuem para nossa aprendizagem, mas os ruins também, só que essas eperiências ruins vão se somando e acabam contribuindo para tornar a nossa visão da vida mais séria com o tempo. Não diria amarga, mas não tão doce como parece quando somos novos. Além disso acabamos tendo certos receios relacionados a experiências ruins, especialmente se estas acabam se repetindo com certa frequência. Como ninguém quer se machucar, especialmente com algo que já experimentou antes, acabamos evitando situações similares.

E com o tempo passando e alguns sonhos de juventude não se realizando, uma expectativa realizações sendo mais realista, alguns sonhos vão sumindo, ficando pelo caminho. Um casamento com 2 filhos, casa própria e carro zero na garagem vai virando uma casa boa alugada, um carro usado e uma companheira e um filho, para depois simplesmente virar uma possível relacionamento que dure um bom tempo, mas se acabar não é o fim do mundo, uma casa alugada que seja confortável e dinheiro para condução e eventual taxi caso seja necessário... Isso me lembra outra música, desta vez do Oasis, Fade Away. Nela é cantada exatamente em um trecho que os sonhos que temos quando crianças vão sumindo. As decepções na vida contribuem para isto também...

A minha amiga, Ichigo do iki ningyou, comentou comigo que CLAMP em suas obras recentes tem usado tons de cores mais suaves, diferente das cores que usavam no início. Simplesmente respondi a ela "Elas estão ficando velhas!" No final das contas, creio que a vida é como a pintura que começa sendo pintada com cores fortes, vibrantes, vivas. Com o tempo vão tornando tons pastéis, mais suaves, delicados. No final desta sequência ela acaba por tornando-se monocromática, preto, branco e tons de cinza. E assim a vida vai descolorindo...

Pensamento do dia: A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Charles Chaplin

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Queen's Blade Rebellion

Hoje é sobre os dois books de Queen's Blade Rebellion que baixei hoje. Andei vendo o book da dupla Huit e Vante, que é uma elfazinha junto com sua empregada mecânica elfica. Mas hoje também vi a das irmãs Taanyan e Sainyan, estas que possuem um traço que lembra o de Masamune Shirow, mas é de Nakano Tomokazu, enquanto Vante e Huit são desenhadas por Koume Keito.

QBR01a QBR01b

Achei os dois books legais, mas adorei o primeiro, pois a Vante (Vingt segundo o Hobby Japan mas parece que ninguém a chama assim como deveria ser oficialmente, já que os katakanas apontam para Vante) é bem carismática e tem cenas com ideias de movimento nos desenhos dela. Tem claro, como toda a série Queen's Blade, muitas cenas sensuais e roupa rasgada, mas não chega a ter exposição séria das personagens, mas tem um pseudo beijo yuri.

Já o segundo book eu achei um tanto apelativo, mais que o normal da série, por ter muitas cenas em que as duas irmãs ficam em poses dando ideia de sexo (embora nunca ocorra, claro) entre elas e chegam a exibir os seios de uma delas. Mas também tem boas cenas, não tanto quanto o outro book, mas tem e o traço me agrada muito, já que sou fã de Masamune Shirow e a semelhança no traço me cai bem.

Interessante são as cenas hilárias que aparecem nos dois books, que coloquei inclusive para ilustrar o blog. E outra coisa interessante é o fato de ser dois books onde tem duplas e não somente a personagem solando. Claro que como já citei, isso abre margem para exploração maior entre poses e situações sensuais entre as duas personagens, mas como a série Queen's Blade vive justamente disto, chega a ser compreensível até, embora pareça que a Sainyan tenha mais vergonha de fazer pose estilo supersentai do que ficar em posições sugestivas hahahahaha...

Para quem não sabe a série Queen's Blade é de livros jogos estilo aquelas aventuras solo que chegaram a vender por aqui no Brasil um tempo e que fazem (até onde sei) até hoje no exterior. Só que ao contrário de você lutar contra monstros feiosos você enfrenta lutadoras gostosas que lutam contra você e vai perdendo parte da roupa ou ficando em posições comprometedoras durante a batalha. Serve como diversão e como artbook também. Quem estiver interessado em baixar os livros, podem clicar nas duas primeiras imagens para pegar. Créditos sejam dados ao bom e velho hongfire e seus usuários. E agora estou sem mais sorte do dia by orkut porque no novo orkut (nova aparência e mais leve) não tem mais a sorte do dia. Mas vou mudar para pensamentos do dia que vou pegar frases e ilustrar aqui.

Pensamento do dia: Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal. Oscar Wilde