domingo, 27 de dezembro de 2009

Cencoroll

Imaginem se você tivesse um monstro de estimação que pudesse se transformar naquilo que sua imaginação desejasse mas em compensação ele fosse comilão ao extremo e um tanto abusado? O que aconteceria se alguém descobrisse que você possuia tal monstro? E se alguma outra pessoa que não gostasse de ti também tivesse um monstro?

Enfim, as questão acima são basicamente o que motiva o filme de curta metragem que assisti essa semana, Cencoroll. O tal monstro em questão é a figurinha dócil ao lado. Já havia baixado o anime a um tempo mas nessa de ele ser um curta de 30 minutos eu sempre deixava para o "depois eu vejo" e depois esquecia dele. Mas esses dias andei desanimado com animes e parei de ver até aquele que estava acompanhando com empolgação, mesmo tendo os episódios baixados. Depois de mais de uma semana sem vontade de ver anime, lembrei que havia baixado este filme a um tempo e ele seria diferente do comum. Beleza, fui ver. E para surpresa minha, acabei gostando do anime.

Inicialmente, pela sinopse mesmo, achei que seria algo do tipo pokemon e similares mons por aí. Depois, vendo o anime, me lembrei de Furi Kuri (FLCL) por algumas cenas e estilo de animação. Mas são apenas lembranças, pois o filme mesmo tendo uma essência clichê, é bem original e me fez querer mais no final do anime.

A sinopse é de certo modo simples: Em Sapporo, região de Hokkaido, monstros vem aparecendo com certa frequência e garoto chamado Tetsu possui um deles que é comilão e meio amórfico, chamado por ele mesmo de Cenco. Cenco tem a habilidade de se transformar em outros objetos, indo desde uma simples bicicleta a um avião. Uma garota curiosa chamada Yuki acaba descobrindo sobre Cenco e nisso um outro garoto misterioso aparece com um outro monstro que lembra um polvo com o corpo em forma de disco, possuindo a habilidade de ficar invisível, que desafia Tetsu e seu monstro para uma batalha, onde quem vencer no caso terá o monstro do outro devorado.

Desta sinopse o filme se desenrola e agrada bem. O legal é que os monstros apresentados possuem habilidades diferentes e mantem contato com seu "mestre" de forma telepática. Interessante é ver que os monstros não são bem servos, podendo as vezes não obedecer bem o que o seu pretenso mestre manda. Outra que o poder da mente do mestre precisa para comandar deve ser bem claro e isso exige certo grau de energia do mesmo, deixando o humano exausto após ações complexas.

Como podem ver é um filme bem rico para apenas 30 minutos, mas que são bem desenvolvidos. O anime é baseado em um manga do mesmo nome, também do mesmo criador, Atsuya Uki. Aliás, Uki dirigiu, produziu, desenhou e animou o filme. Pelo que li foi o primeiro projeto do tipo, totalmente produzido por uma pessoa, que a Aniplex distribuiu. Inicialmente (2007) possuia um traço e animação mais complexo e ao que parece haveria uma equipe, mas por fim ficou apenas apenas Uki produzindo o anime, que recebeu uma simplificada mas que eu particularmente achei mais agradável.

Ao que parece o anime foi bem recebido e a crítica falou bem, assim como alguns fãs criados. Uma pena foi que não achei o manga traduzido nem em inglês. Queria ler a história original e quem saber ver alguns detalhes a mais. É um one-shot e não sei se não foi traduzido por falta de raw ou por licensa mesmo do manga no EUA.

O anime eu baixei do fansubber brasileiro Tea Party aqui. O fansubber embora iniciante tem demonstrado um belo trabalho e vontade principalmente da parte de seus componentes, algo que aprecio mesmo. A legenda ficou boa, assim como o encode. O tamanho do arquivo é de 120 Mb apenas, pequeno para os padrões de hoje em dia.

A música do anime é outro fator agradável, pois Supercell, que ficou conhecido pelo encerramento de Bakemonogatari, se encarrega da abertura, um tema tecno sem letra cantada, e do encerramento, uma música chamada Love & Roll, muito agradável mesmo, chegando a viciar (vejam só as vezes que já ouvi na minha lista do lastfm aí no menu lateral). Quem quiser a música em mp3 basta procurar no 4shared por "cencoroll" que irão achar fácil.

Fica aqui a dica de um anime curto e diferente, que renovou meu ânimo para assistir animes. Estava precisando de algo diferente mesmo para me agradar. Agradou tanto que estou usando o wallpaper que apareceu ontem no Animepaper (basta cadastro que o downloado dos wallpapers é free até 15 por dia). Notem que o título é Delicious e adorei o trocadilho na imagem, pois embora o Cenco esteja tentando engolir a Yuki, na verdade ele está doido é pelo pudim que ela tem em mãos, vício que ela criou oferecendo a ele.

Agora devo continuar a ver os que estava acompanhando, especialmente Kimi ni Todoke e Bantorra. E além de tudo que me falaram do anime, a música Kimi ni Shiranai Monogatari, de Bakemonogatari, me motivou a pegar o anime e assistir logo. Vou pedir a um amigo para me passar e assim vejo logo o anime que sei que deverei curtir muito.

Pensamento do dia: Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais. Bob Marley

sábado, 26 de dezembro de 2009

MMOs recomendados

Bem, a maioria já devem ter percebido que no menu lateral existem links para alguns jogos onlines. Tratam-se de jogos que gosto e jogo, mesmo que esporadicamente devido a falta de tempo que ocorre geralmente. Mas férias para muitos vindo e vocês tendo tempo livre, decidi além de explicar o motivo de gostar destes jogos recomendá-los para quem queira se divertir com outras pessoas, sendo ou não seus amigos. Então vamos a uma listinha dos jogos e suscintas explicações. Lembrando que são todos jogos F2P (Free to Play), ou seja, você não paga mensalidade para jogá-los.

PANGYA!

Bem, este é o MMO que eu realmente amo. É um jogo de golfe co um estilo anime que não tem nada de parado, como muitos quando ouvem falar de jogo de golfe pensam. Tem muitas animações e personagens bem carismáticos. Joguei ele na versão brasileira, que infelizmente não soube ser bem gerida e veio a ser fechado. Cheguei a usar a versão americana que possuia bloqueio de IP para fora dos EUA, mas depois que a NTreev própria pegou o jogo americano, dando o nome original de volta (os americanos chamavam o jogo de Albatross18 sabe-se lá porque) e o transformou em um servidor internacional. Foi festa e joguei enquanto a minha internet permitia, mas com um período de constantes quedas da minha conexão devido ao Velox ser um lixo, dei uma parada. Recentemente entrei e descobri que a NTreev separou um servidor, o Titan, somente para os brasileiros. E o servidor anda lotado! Isso mostra como brasileiros gostam do jogo. Pena que tem uns "espertalhões" que cismam de usar hack no jogo, coisa que eu definitivamente acho ridículo, já que a graça do jogo é mostrar seus dotes, já que um rookie pode vencer um senior, se ele tiver jeito para isso.

Grand Fantasia

Um jogo que inicialmente achei estranho mas com a insistência de um amigo para jogar e a gentileza de meu irmão em baixar sem nem eu mesmo pedir, acabei instalando e não é que adorei o jogo? Com elementos de fantasia medieval e um pouco de steam punk (já que existem mechas e armas de fogo) o jogo lembra muito o que todos deveriam esperar de Ragnarok em um mundo 3D (coisa que Ragnarok 2 simplesmente decepcionou). Em um estilo anime, com altas caretas e roupas bem feitas, ainda possui um sistema de pet que na verdade é um parceiro chamado sprite que você vai evoluindo e ele confecciona roupas e equipamentos para você, com qualidade mais elevada que os vendidos pelos NPCs. É divertido e muitas vezes eu e meus amigos e irmãos entramos no jogo e ficamos apenas evoluindo os sprites para ter equipamento melhor para usar. Além disso o jogo é simples, você ganha muita grana, logo não fica contando moedinhas para comprar poção e coisas assim. E o mais divertido que as dungeons e boss são realmente fortes! Isso dá um sentimento de desafio a ser superado que agrada muito a jogadores mais experientes. Não prima por um gráfico grandioso, mas é agradável e o jogo é leve. Altamente recomendado a quem procura um jogo para jogar esporadicamente ou continuamente.

Perfect World

Este é um jogo que é um dos melhores já trazidos ao Brasil. É o único que jogo que a Level Up possui, já que abandonei Grand Chaser depois de vários problemas aqui no meu pc e o mesmo ficar enormemente pesado. Perfect World é um jogo que não é bem perfeito mas é perto disto. A criação de personagem permite uma costumização completa do rosto e personalizar boas partes do corpo. Com 3 raças incialmente, o jogo já anunciou uma expansão para o servidor coreano onde será ampliado o mapa e uma nova raça, de homens-peixe, chamada tideborn será incluída. O jogo segue baseado em mitologia oriental, mais puxada para chinesa, mas com elementos de mitologia indiana, coerana e japonesa. Todos os personagens estão habilitados a voar após o nível 30, com a raça dos alados já podendo voar desde o início do jogo. Os itens que existem no jogo que podem ser comprado com dinheiro real não influenciam muito o equilíbrio do mesmo, sendo a sua maioria itens de personalização de personagem (pois você pode usar roupas para o personagem que cobrem as armaduras e afins) e itens de vôo. Os itens consumíveis são bem conseguidos no jogo. E o mais interessante que os itens comprados com dinheiro real podem ser vendidos no jogo pelo dinheiro do mesmo, chamado de moedas. Assim quem não tem ou não quer gastar seus reais na Level Up, pode juntar um monte de dinheiro do jogo matando monstros e fazendo quests (missões) e assim comprar a roupa estilosa para seu personagem. Foi assim que fiz com a minha guerreira que possuo no jogo. E outro detalhe importante é que Perfect World é um jogo onde você precisa fazer as quests para evoluir bem, e não são só quests de matar monstros, o que dá um gosto diferente ao jogo. Altamente recomendado, ainda mais agora que a Level Up trouxe a expansão para as fadas que acompanham os personagem e ajudam muito a encarar adversários difíceis ou mesmo no pvp.

Shaiya

Este é um jogo que logo de cara chama a atenção por ter a classificação para maiores de 18 anos. É um jogo que se passa em um mundo onde 4 raças se enfrentam, defendendo suas deusas, a da Luz e a da Escuridão. Deusas irmãs que acabaram se tornando inimigas mortais. Assim que você entra no jogo e escohe um servidor para criar personagem é perguntado a qual deusa irá servir. A sua escolha irá limitar os personagens que você irá poder criar no servidor. Se for da Luz só poderá jogar com humanos e elfos. Se for da da Escuridão, só terá acesso a vail (algo como elfos negros sem orelhas pontudas) e nordeins, também conehcidos como deatheaters (se assemelhando aos orcs de Lineage, diferentes dos orc de D&D e RPGs clássicos). Existem 6 classes que possuem correspondentes entre cada lado. Exemplo que enquanto para o lado da Luz existem os rangers, do lado da Escuridão existem os assassins. O jogo lembra de certo modo WoW pelo fator de facções, sendo aqui mais que simples questão política, indo para a religiosa e ideológica mesmo. Guerras entre os dois lados sempre ocorrem e o pvp é sempre motivado. Graficamente lembra Lineage 2, sem grande novidades, exceto que é infinitamente mais leve que L2, já que no meu notebook consigo joguá-lo no máximo, tirando apenas as sombras e os efeitos de reflexo de água. Outro detalhe está que existem modos de jogo, como jogo offline. Easy, Normal, Hard e Ultimate. Muda em cada um a experiência recebida, pontos para se gastar em skills e o limite de nível. O Ultimate é um caso a parte, pois caso seu personagem seja morto, ele MORREU MESMO. Não tem como ressuscitá-lo. Você precisa fazer outro. Mas claro que o Ultimate é para quem já é viciado e quer sentir novas emoções. Agora algo que descobri jogando: a restrição para maiores de idade não é apenas pela violência, mas também pelas roupas das personagens e especialmente de "monstros" que devemos enfrentar, como fantasma de prostituta, deusas caídas com seios de fora, etc. O jogo é bem mais sério e para quem busca coisas com temática assim, mesmo que seja para jogar uma vez ou outra, vale a pena. Ah sim, tem muitas quests para realizar, embora sua grande maioria seja matar monstros mesmo.

Pensamento do dia: Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos. René Descartes