Sempre dizem que tudo nessa vida tem um lado bom e outro ruim, algo como uma visão positiva e outra negativa das coisas. Creio muito nisso e que a "verdade" é muito definida pelo ângulo de quem vê as coisas acontecendo. Pois bem, com toda as tragédias que vem ocorrendo desde o início do ano no Rio de Janeiro, Brasil e mesmo o mundo eu vejo que tem algo positivo de se tirar disso. Sei que perder parentes, amigos e pessoas queridas em desastres naturais como terremotos, enchentes, deslizamentos de terra e coisas que estão (em sua maioria) acima de nosso poder de controle é doloroso demais. Além de perdas "psicológicas" tem as perdas materiais mesmo, como moradia, documentos, objetos de valor e tudo mais. Mas é aí que entra a parte que considero positiva nisso tudo: os bens materiais ficam em segundo plano.
Sério, vejo aqui no Rio todos sensibilizados por mais uma desgraça oriunda das chuvas, que no início do ano causou sérios problemas em Angra dos Reis e depois em Duque de Caxias, dessa vez foi Rio e Niterói. Em todos os casos noto a solidariedade falando mais alto nas pessoas. A valorização da vida e do que é realmente precioso nesse mundo passa a ressaltar mais que os bens materiais e aquilo que normalmente a sociedade consumista tenta passar para todos como coisas importantes. Nesses momentos as pessoas não se importam com o que possuem mas o que são de verdade. E outras passam a ajudar e perceber que não adianta nada ter um carro importado ou casa de luxo, pois para a natureza e para a vida isso não significa nada. Desastres naturais não fazem separação de classe social.
Desastres sempre ocorreram e sempre ocorrerão, mas este ano várias vem acontecendo em pouco espaço de tempo, especialmente terromotos, com o mais recente na China ocorrendo pouco tempo depois do ocorrido no Haiti e no Chile, quando o mundo ainda estava digerindo as destruições ocorridas. Poderia usar qualquer ideia espiritual de que é castigo para os humanos, mas não irei fazer isso. Simplesmente acho que estas coisas estão vindo em um momento em que a sociedade toda precisa mesmo valorizar mais a vida humana. Quando vemos pessoas morrendo de forma tão inesperada passamos a valorizar mais a vida de cada ser humano. A solidariedade brota mais forte e passa a mudar a mente de muita gente.
Além da valorização da vida em si, noto algo mais particular ao Rio, coisa que não sei como está sendo nos outros lugares, que é a conscientização política de verdade. Não aquela política que o brasileiro está acostumado, que chamo de politicagem, aquela ideia distorcida do que é fazer política, mas sim a ideia de política como a forma de expressão entre seres humanos, uma consequência de sermos seres sociáveis. A consciência de que não adianta fazer uma ou duas obras de faixada para resolver problemas graves como nos morros que só agora a Prefeitura irá demolir casas por lá e espero que passem a fiscalizar para impedir que novas pessoas se instalem em tais locais. As pessoas percebem que não adianta ir em ideia de político que quer fazer coisas apenas dentro de seu mandato e sim que as coisas devem ser investidas para a melhoria a longo prazo. Espero que não seja apenas um lampejo de conscientização e que essa semente brote para no futuro as coisas mudem e ninguém vá reasentar famílias em um antigo local de lixão e as pessoas achem isso normal.
Enfim, acho que por um acaso do destino ou vontade divina, estas desgraças estão vindo em um momento que o ser humano precisa realmente passar a valorizar mais as vidas do que os bens materiais. Há uma ideia filosófica (que não adianta que sempre esqueço de quem é essa ideia) de que a cada crise podemos manter onde estamos, regredir ou evoluir. Acho que essas desgraças estão vindo para que possamos evoluir e recuperar o que havíamos perdido com a modernização da vida...
Pensamento do dia: Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. Confúcio
Sério, vejo aqui no Rio todos sensibilizados por mais uma desgraça oriunda das chuvas, que no início do ano causou sérios problemas em Angra dos Reis e depois em Duque de Caxias, dessa vez foi Rio e Niterói. Em todos os casos noto a solidariedade falando mais alto nas pessoas. A valorização da vida e do que é realmente precioso nesse mundo passa a ressaltar mais que os bens materiais e aquilo que normalmente a sociedade consumista tenta passar para todos como coisas importantes. Nesses momentos as pessoas não se importam com o que possuem mas o que são de verdade. E outras passam a ajudar e perceber que não adianta nada ter um carro importado ou casa de luxo, pois para a natureza e para a vida isso não significa nada. Desastres naturais não fazem separação de classe social.
Desastres sempre ocorreram e sempre ocorrerão, mas este ano várias vem acontecendo em pouco espaço de tempo, especialmente terromotos, com o mais recente na China ocorrendo pouco tempo depois do ocorrido no Haiti e no Chile, quando o mundo ainda estava digerindo as destruições ocorridas. Poderia usar qualquer ideia espiritual de que é castigo para os humanos, mas não irei fazer isso. Simplesmente acho que estas coisas estão vindo em um momento em que a sociedade toda precisa mesmo valorizar mais a vida humana. Quando vemos pessoas morrendo de forma tão inesperada passamos a valorizar mais a vida de cada ser humano. A solidariedade brota mais forte e passa a mudar a mente de muita gente.
Além da valorização da vida em si, noto algo mais particular ao Rio, coisa que não sei como está sendo nos outros lugares, que é a conscientização política de verdade. Não aquela política que o brasileiro está acostumado, que chamo de politicagem, aquela ideia distorcida do que é fazer política, mas sim a ideia de política como a forma de expressão entre seres humanos, uma consequência de sermos seres sociáveis. A consciência de que não adianta fazer uma ou duas obras de faixada para resolver problemas graves como nos morros que só agora a Prefeitura irá demolir casas por lá e espero que passem a fiscalizar para impedir que novas pessoas se instalem em tais locais. As pessoas percebem que não adianta ir em ideia de político que quer fazer coisas apenas dentro de seu mandato e sim que as coisas devem ser investidas para a melhoria a longo prazo. Espero que não seja apenas um lampejo de conscientização e que essa semente brote para no futuro as coisas mudem e ninguém vá reasentar famílias em um antigo local de lixão e as pessoas achem isso normal.
Enfim, acho que por um acaso do destino ou vontade divina, estas desgraças estão vindo em um momento que o ser humano precisa realmente passar a valorizar mais as vidas do que os bens materiais. Há uma ideia filosófica (que não adianta que sempre esqueço de quem é essa ideia) de que a cada crise podemos manter onde estamos, regredir ou evoluir. Acho que essas desgraças estão vindo para que possamos evoluir e recuperar o que havíamos perdido com a modernização da vida...Pensamento do dia: Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. Confúcio




