domingo, 25 de abril de 2010

Animes da temporada de abril

Demorei para falar dos animes desta temporada, mas como dizem por aí, antes tarde do que nunca. Como sempre, evito falar de todos os animes e procuro comentar de animes que vi pelo menos 2 ou 3 episódios. Como alguns do que me chamaram atenção ainda não pude ver mais do que o primeiro episódio, então vou apenas fazer comentários no final da postagem e assim que tiver mais episódios visto volto a comentar sobre eles aqui. Então vamos ao que interessa...

Arakawa Under the Bridge - Um anime produzido pela SHAFT e que eu senti o estilo da produtora presente neste anime. Ele é baseado no mangá honônimo que conta a história de um jovem herdeiro de uma poderosa e rica família japonesa, que estuda Direito e tem tudo que sempre quis ter. Mas este jovem chamado Kou, segue a regra da família de nunca ficar devendo algo a alguém. Assim, após um episódio que coloca em risco sua vida, ele é salvo pela estranha jovem Nino, que mora debaixo de uma ponte. Ele oferece várias coisas a ela em troca do favor de ter salvo sua vida, mas ela por nada se interessa, até que ele pergunta o que ele poderia fazer para retribuir a ajuda. Assim ela escolhe que ele passaria a ser o seu namorado e deveria morar com ela debaixo da ponte. Deste modo começa a nada comum relação entre Kou e Nino, que incluem vários personagens nada comuns também. O anime além de ter bons diálogos e piadas, conta com ótimos dubladores, com Maaya Sakamoto dublando Nino e Hiroshi Kamiya dublando Kou. E eu adorei a música de encerramento, sendo que a música de abertura também é gostosa de se ouvir. Atualmente é o anime de maior prioridade desta temporada.

K-On!! - Este anime é continuação direta da primeira temporada de K-On!, anime que contava a história de jovens alunas de um colégio japonês que se reunem para continuar a existência do clube de música leve, abreveado para K-On em japonês. O desta temporada continua mostrando o grupo que encerrou a primeira temporada e seguindo o mesmo estilo, ou seja, contando dia-a-dia das cinco garotas que fazem parte do Houkago Tea Time, nome da banda delas. Achei as situações mais engraçadas que a primeira temporada e as músicas estão tão boas quanto da primeira. Um bom anime leve com piadas bobas e contanto o dia-a-dia de colegiais. Para mim é um anime perfeito para ficar vendo e relaxando, sem precisar ficar tenso ao ver o anime.

Giant Killing - Um anime de futebol. Sim, quem me conhece vai estar estranhando eu recomendar um anime de futebol. Mas este aqui me chamou a atenção justamente pelo seu foco não ser em um ou dois jogadores, mas sim se focar no técnico, conhecido como Giant Killing, que dá nome ao anime. Inicialmente assiti desconfiado mas a abertura já me agradou, com uma música que fica na cabeça. Depois de ver o primeiro e segundo episódio vi que o anime tem um grande potencial e ficando bem diferente dos outros animes de futebol. Ou seja, se espera ver um anime como Captain Tsubasa com chutes com poder sobrenatural, melhor esquecer. O anime conta a história, de forma bem próxima da realidade, de um técnico que fez sucesso na Inglaterra por levar um time de amadores a disputar de igual para igual com o campeão inglês. Ele é chamado para o Japão para treinar o time East Tokyo United, time no qual ele foi jogador no passado mas abandonou para ter mais chances profissionais no exterior. Devido a este "abandono" ele é mal visto por boa parte da torcida e por alguns jogadores mais antigos, assim ele tem que trabalhar não só com o time para vencer mas convencer que está ali para salvar o time mesmo. Um bom anime que me agradou e foi uma ótima surpresa, pois não esperava nada deste anime.

Angel Beats - Anime que não sei porque era muito esperado para estar temporada e portanto, como não atinguiu a espectativa de ser um "Suzumiya Haruhi 2" muita gente o considera uma decepção. Acho isso uma injustiça com o anime. O anime é baseado em um jogo de mesmo nome e ele faz em vários momentos paródias veladas a outros animes, especialmente a própria Suzumiya Haruhi, além de ter situações um tanto absurdas, mas completamente aceitáveis ao cenário que se encontra. Basicamente é a vida de estudantes que morreram por motivos variados e estão em um colégio que seria no céu ou algo similar. Lá a representante de classe é um anjo que cuida para que nada saia do esperado, sendo que quem segue o protocolo acaba com o tempo sendo "apagado". Então um garoto novo, chamado Otonashi e que tem amnésia, que chega no local e acaba encontrando com Yuri apontando um rifle para a tal anjo. Ele descobre que no mundo onde estão, por já estarem mortos, não podem morrer. Sofrem ferimentos, sentem dores, caem desmaiados mas depois de um tempo se levantam. No grupo que Yuri está liderando os alunos lutam para quebrar o domínio da tal anjo e não serem apagados grupo este chamado de Shida Sekai Sensen, abreviado como SSS. Para a equipe envolvida achei que a animação poderia ser superior mas ela não é ruim, muito pelo contrário. Ainda conta com momentos musicais para uma divisão do SSS voltado para entreter outros esstudantes, em sua maioria NPCs, similares a jogos eletrônicos. Um bom anime que quem for ver como eu, sem espectativas prévias vai se divertir. Destaque para o personagem T.K. que ala pouco mas só fala em inglês, que é justamente dublado por um americano.

Aqui acaba o resumo dos animes que consegui ver mais de um episódio. Agora vem uma pequena resenha dos que eu gostei muito dos primeiros episódios mas ainda não posso afirmar muito por ter visto só um:

Rainbow - Anime que conta a vida de 6 amigos que são detidos em um reformatório japonês na época logo após a derrota do Japão na Segunda Guerra. Lá eles conhecem um outro interno com quem dividem cela e passam a ser amigos. Amizade deles é importante para aguentar momentos pesados e humilhantes, constantes em seu dia a dia. O anime é pesado, não necessariamente explícito com as cenas mas dá para entender bem o que acontece mesmo assim. Um anime sério e tenso, como poucos tem aparecido recentemente. Adorei o primeiro episódio.

Senkou no Night Raid - Anime de espionagem na época que precede a guerra entre Japão e China, contando missões secretas de um grupo especial de japoneses em terras chinesas. Este grupo tem de especial que cada um deles tem habilidades sobrenaturais, como teleporte, telepatia e assim vai. Cenas de ação são boas e tem um gostinho que lembra Canaan. Promete muito e adorei o primeiro episódio.

Heroman - Este é um anime que tem cara de cartoon de super heróis. Ele é claramente parodiando situações e momentos típicos de heróis de HQ, sendo assim usando muitos dos clichês que qualquer um que já leu HQ americano já deve estar acostumado. Tem o valentão metido, com seus seguidores, que abusam dos mais fracos, como o protagonista da história, que é adorado pela irmã do valentão e isso gera confusão, mas o fracote encontra um robo de brinquedo que é atingido por um raio "misterioso" e se torna um super herói que precisa defender a Terra. Simples e clichê, mas que diverte pois os clichês são bem aproveitados. Não é minha prioridade mas me agradou o primeiro episódio.

Ichiban Ushiro no Daimaou - Anime bem no estilo Love Hina mas que a poucos não via, pois mantêm um espírito de comédia ecchi. Conta a vida de um garoto que sonha em ser uma espécie de Papa do mundo mágico onde ele vive. Para tal vai para a mais bem conceituada escola de magia e lá, durante sua entrada, quando todos os alunos recebem uma profecia para qual trabalho irão seguir (lembra Harry Potter), ele recebe a profecia de que será o Grande Rei Demônio! Isso gera inúmeros problemas para ele e a cada incidente sua fama como futuro Daimaou vai aumentando. A cada momento que tenta provar que não quer ser um Daimaou, ele prova justamente o contrário e assim vai indo. Gostei do primeiro episódio, mas como a versão padrão tem censura, estou apenas esperando para ver a versão sem censura, até porque não sou mais criança e achoq ue certas censuras são bobas demais.

Aqui acaba a breve (ou longa) seleção de animes, sendo que ainda tem uns que deixei de lado para ver depois quando acabarem. Outros ainda vou procurar ver e conferir, então só posso afirmar que esta temporada está muito boa pela variedade e qualidade dos animes apresentados.

Pensamento do dia: O pensamento é escravo da vida, e a vida é o bobo do tempo. William Shakespeare

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Allods Online

Allods é o jogo que havia comentado em outra postagem e ele já configura no menu lateral a um tempo já mas estava devendo uma espécie de review desse jogo e agora que pude usufruir de um certo tempo livre ontem posso dizer o que achei do jogo que é F2P, ou seja, não precisa pagar mensalidades para jogar.

Para início de conversa, sei que muitos WoW fanboys vão berrar que é um WoW Clone. Em parte não deixa de ser verdade, mas não tira o mérito do jogo ser bom. Claramente o jogo de origem russa foi muito inspirado em World of Warcraft, jogo que é adorado por muitos mas que peguei aversão com o tempo, especialmente pelos gráficos feiosos, que por acaso é inferior a Warcraft III.

Mas isso é minha opinião pessoal então deixo de lado aqui. Como nesse mundo nada se cria do nada, o próprio WoW teve suas influências, Allods pegou algo que já fazia sucesso e usou como base. Mas não simplesmente copiou, pois se fosse isso seria apenas mais um na multidão de clones por aí. Eles pegaram e deram uma incrementada, fazendo especialmente com gráficos bonitos, mais leve e menor ocupação em disco do que sua inspiração principal. E foram além, colocando uma história original no mínimo interessante, que permite expansões sem ficar costurando como uma colcha de retalhos os itens novos e mapas novos, tema steampunk presente no jogo. O resultado final me agradou e por isso irei falar do jogo. Então vou começar pelos elementos novos ou pelo menos um pouco diferentes para depois ir as similaridades e coisas já conhecidas.

O mundo de Allods origina-se de um planeta conhecido como Sarnaut, com seu maior continente chamado de Yul habitado por Humanos divididos em duas tribos, Elfos e Orcs com seus reinos, além de uma raça de seres pequenos e peludos chamados Gibberlings que viviam em uma ilha chamada Isa, além dos Arisen, humanos que viviam na região de Zem e passaram a seguir o Necromante Tep, tornando-se mortos-vivos com partes mecânicas em seus corpos. Todos viviam no planeta em certa paz até que a tribo de Aros, liderada pelo grande mago Tensess, chegou às ruínas do antigo reino de June, que desapareceu após uma misteriosa maldição. Lá nas ruínas eles lutaram com os orcs e os venceram, criando a civilização Kanian.

Com a nova civilização estabelecida, outro grande mago chamado Nezeb se levantou requerindo a liderança do povo, mas foi derrotado por Tensess e banido para o deserto de Zem, onde tornou-se líderes de uma tribo nômade chamada Ugra. Assim ele construiu um novo exército e voltou a lutar contra Kanian, tomando agora uma parcela de suas terras. Assim nasceram os Xadaganians e a inimizade entre Kanian e Xadaganians que iria perdurar por milênios.

Ao passar do tempo, um enorme cataclisma caiu sobre Sarnaut, fazendo o planeta ser despedaçado em várias pertas menores, criando os chamados Allods, na prática ilhas que flutuavam no Astral, espaço onde Sarnaut permanecia rodeado.

Os grandes magos então criaram formas de manter vida nessas ilhas e assim de certo modo manter a vida onde outrora fora seu planeta, embora o motivo do desastre sobre Sarnaut permanece um mistério até hoje.

Com o passar do tempo duas facções foram formadas: A Liga, liderada pelos humanos de Kanian, com Elfos e Gibberlings juntos com eles; O Império, liderado pelos humanos Xadaganians, seguidos pelos Orcs e Arisen. A Liga seguindo a visão mais mística para manter as Allods e seus navios que navegam pelo Astral, enquanto o Império seguindo uma visão mais tecnológica, oriunda da descoberta de como manter Allods sem necessidade de grandes magos, sendo esse lado mais steampunk, como havia citado no início.

Notem que assim como em WoW temos duas facções, mas não há uma proibição de criar em um servidor apenas personagens de um dos lados. Você pode criar tanto personagens da Liga quanto do Império no mesmo servidor. Só que personagens de uma facção não podem enviar ou receber emails dentro do jogo para a outra facção, o que tem certa lógica.

A interface lembra muito a de WoW também, sem grandes novidades ao meu ver nesse ponto. A jogabilidade também é similar, levando a quem já está habituado a WoW a se sentir em casa. Quem não está creio que só irá sentir a dificuldade de que o personagem não se vira automaticamente para o inimigo, logo você precisa estar voltado para o monstro se quiser acertá-lo e se defender.

O visual é bonito e notem que pelas imagens do jogo que estou colocando aqui já são bonitos, mas estas foram geradas em nível próximo do mais baixo no meu notebook, logo se tiverem computadores mais poderosos terão um jogo mais bonito ainda. Com um estilo de design mais ocidental, o jogo ainda agrada muitos fãs de MMOs orientais, até porque dá uma grande variedade de personificação e costumização de personagem. E 0 destaque fica mesmo pela variedade de roupas e equipamentos, que além de ter status variados, eles realmente mudam o visual de seus personagens.

Cada raça possui 8 arquetipos de classes, sendo que as classes mesmo são diferentes por raças e facções. Assim sendo o Healer humano da Liga conhecido como Cleric, será diferente do Healer humano do Império conhecido como Inquisitor. Isso somado a habilidades únicas de raça dá um gosto mais de RPG tradicional de mesa, como em WoW, onde creio que seja o maior charme que há no sucesso da Blizzard, além de chefes de área e de dungeon dando ótimos desafios.

Além disso temos que no jogo você não sobe de nível facilmente. Até que para chegar no nível 4-5 é fácil, devido a um tutorial que é por si uma história sendo contada de modo que sinta como se seu personagem fizesse parte da história do jogo, diferente de jogos como Perfect World por exemplo, onde você é apenas mais um no mundo e nem precisa saber porque seu personagem existe ali. Embora seja lento para subir eu afirmo que você não fica sem ter o que fazer, pois as quests presentes no jogo são muitas e variadas, tendo o tradicional matar monstros para pegar o drop até plantar sementes. Acho que isso me fez realmente gostar do jogo mais que outras características.

E a quem tem medo de que ocorra o mesmo que ocorreu com Aika e que do nada gPotato de um ban por IP, podem relaxar, pois a gPotato também detêm a franquia na Europa e provavelmente não será criado um servidor global, o que motivou a gPotato a aplicar o IP ban em Aika. Então é um jogo muito bem recomendado, que tem "apenas" 2.5 Gb após donwload, que não carece instalação, já que após pegar com o downloader o jogo é só clicar e jogar.

Pensamento do dia: Copiar o bom é melhor que inventar o ruim. Armando Nogueira