quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Break Blade

Hoje vi o primeiro filme do anime Break Blade. O primeiro Livro (os episódios são separados em livros) conta de como ocorre o despertar do mecha (aqui chamado de Golem) que dá nome ao anime, produzido pela Xebec e com uma boa equipe envolvida.

Ao que entendi, em um futuro distante, no continente chamado Cruzon, uma terra sem petróleo, acabou desenvolvendo uma tecnologia baseada em cristais de quartzo, o segundo mineral mais ambundante da Terra. Daí com o tempo pessoas que possuiam o poder de controlar estes cristais passaram a ser fundamentais, pois permitia manipular estruturas de quartzo e assim fazer veículos se moverem e até armas de pressão dispararem balas rígidas, como de canhão ou como dardo. Pelo que entendi também, houve uma coisa como seleção natural com o tempo e pessoa que não tem essa habilidade de controlar o quartzo, que é corriqueiramente chamada de magia, é raro e chamam de não-mágicos.

Daí vem o cenário do anime, onde o reino de Krisna se vê ameaçado por um reino vizinho de Athens, que saiu da condição neutra até alguns tempos atrás e agora o alvo das ações militares é Krisna e o protagonista, Rygart Arrow, é chamado pelo seu amigo, o agora rei de Krisna, Hodr (Horde na tradução que assisti), que é casado com sua também amiga Sigyn, uma cientista militar, para ajudar em uma descoberta. Eles haviam encontrado uma peça rara em umas escavações: um mecha da era antes da tecnologia atual ser desenvolvida. E o interessante é que apenas Rygart, um rapaz que fez academia militar mesmo sem ter a capacidade de usar magia e sofria zombarias por isto, parece ser o único a poder controlar a relíquia deixada pelos antigos habitantes daquelas terras. Isto porque este Golem (chamado de Sub-Golem) não usa magia, mas tecnologia não-mágica. Aqui abaixo segue a OP do anime, com a música tema que é muito linda mesmo:



O anime é com uma animação muito bem feita. Gostei muito dos personagens e mesmo eu dando uma boa explicação da história do primeiro filme (que muitos podem dizer que é spoiler) na verdade contei muito pouco, pois há toda uma introdução e uns poréns no que parece claro. A trilha sonora é muito boa também. Tem elementos típico de animes de mecha, como um mecha lendário, um rapaz que seria uma escória mas se demonstra especial, um amigo que vira antagonista e outras coisas que farão lembrar muito de Gundam por exemplo. Mas o maior mérito é terem feito um anime de mecha em um futuro com uma explicação plausível e interessante, ainda dando um ar meio "medieval" ao cenário. Uma boa recomendação sem dúvidas. O anime tem 52 min. de duração e eu baixei no fansubber Otakus Fans.

Pensamento do dia: Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos. Albert Einstein

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Disciples III Renaissance

Disciples III Renaissance é um jogo que baixei de curioso, pois havia testado King's Bounty: Armored Princess e gostei, mas este seguia a filosofia de Heroes of Might and Magic (também bem conhecido como HoMM), onde os personagens de seu grupo são tropas que sempre vão morrendo, pois o HP é como se fosse o número de integrantes em cada tropa e o herói nunca fica no campo de batalha, só agindo com magias, buffs e chamando um pet, caso tenha, para auxiliar seu exército.

Já em Disciples 3 o jogador tem um herói também, mas esse participa efetivamente da batalha, ao contrário do estilo dos outros dois jogos comentados. Além disso cada integrante de seu grupo é efetivamente um personagem e não uma tropa. Assim ele tem HP, mana e pode evoluir. O herói ainda pode ser equipado e só ele, mas isso auxilia no efeito do grupo também. É permitido também recrutar novos heróis, dentro de 4 tipos que seguem a lógica de guerreiro, mago, arqueiro e ladino. Cada grupo de herói pode ser preenchido com personagens tipo "soldados", que além das classes citadas, tem o clérigo, que é puramente suporte.

A história do jogo é em torno de uma disputa entre 3 grupos que representam 3 raças distintas, com seus deuses e discípulos lutando entre si, dando fim a uma trégua que teve uma breve duração. Temos assim o Império dos humanos, a Legião dos demônios e a Aliança dos elfos. Cada um tem um personagem protagonista na campanha, que seria o "story mode" do jogo. Mas além dos protagonistas, que tem uma história a ser seguida, o jogador ainda pode convocar outros heróis para lutarem ao seu lado, como já citado antes, podendo renomeá-los e ir equipando-os de igual modo. Também é possível liberar novas construções no seu castelo, pois sem elas seus personagens não podem evoluir, comprar itens e aprender magias, estas disponíveis a todos os perosnagens do grupo. Valendo lembrar que mesmo na campanha do personagem, as outras facções estão se movendo e você precisará defender seu território também, além de expandí-lo. Como ainda estou no que seria o primeiro capítulo (me falta tempo livre na verdade) não sei precisar se há sidequests ou não, mas imagino que haja, para não deixar o jogo tão linear e ter a chance de evoluir tantos personagens que podemos ter disponíveis.

Além do modo campanha, tem outros modos individuais para passar tempo e o versus, onde você pode jogar com outro amigo no mesmo computador, onde ao final do turno o outro vai e move as peças, como um jogo de xadrez. Claro que pode-se definir enfrentar a máquina caso não tenha ninguém para jogar com você. Ao que parece pode-se editar mapa mas nem vi direito ainda isso. É previsto o modo multiplayer mas o jogo atual não permite, esperando assim um patch a ser liberado pela Akella, a produtora do jogo.

Apresentando uma bela arte, com um 3D que realmente fascina por ser simples e ao mesmo tempo num estilo que agrada. Os tons de cores dão um ar sério ao jogo, diferindo em muito os jogos da série HoMM e King's Bounty, já citados, por estes serem sempre bem coloridos. Gostei tanto da arte que estou a usar o wallpaper (levemente editado) da maga elfa de alto nível como wallpaper no meu notebook. Abaixo um vídeo com o gameplay do jogo e alguns personagens presentes. A duração é de 6:20 min. e vale a pena quem não conhece mas gosta do gênero de estratégia dar uma olhada.


O jogo é fácil de ser achado na internet para download, seja por torrent ou por link direto. Ao todo consiste em 7.5 Gb, e requer placa de vídeo 3D que ele reconheça (o meu notebook infelizmente não tem uma placa de vídeo padrão e o desgraçado não a reconhece, o mesmo que ocorre com alguns jogos offline como NWN 1 e 2, infelizmente, já que os online eles tem uma gama maior de placas de vídeo reconhecidas e se não tiver baixam algo na atualização). Se forem baixar, procurem pela versão "ViTALiTY" do jogo que é a que baixei e estou jogando, logo sei que funciona bem sem dor de cabeça. Claro que recomendo quem puder comprar, pois vale a pena.

Para mais informações, acessem esse este link. O pessoal desse site, o Game Vicio, está com um interessante trabalho de tradução do jogo para português brasileiro. Quem sabe ajude quem tem dificuldade com inglês e assim popularize mais o jogo? Acho esse tipo de iniciativa interessante.

Pensamento do dia: A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação. Carlos Drummond de Andrade