quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Isekai no Seikishi Monogatari

Finalmente, após umas duas ou mais semanas de ter baixado o anime completo eu consegui finalizar esta série que os fãs de Tenchi Muyo com certeza irão adorar.

Eu não digo que os fãs de Tenchi Muyo vão adorar por pura similaridade com a antiga série com várias versões. Digo porque de fato Isekai é uma série que tem ligação direta com o mundo de Tenchi. A começar pelo protagonista ser Masaki Kenshi, da família dos Masaki, mesma família de Tenchi, tanto que há uma similaridade no nome deles também. Ao que é indicado pelo anime, Kenshi seria um meio-irmão de Tenchi. Há enormes citações aos outros personagens do universo de Tenchi Muyo, indicando que Kenshi conviveu com Ryoko, Washu e outras personagens que viviam com Tenchi. É muito agradável ver tais referências dentro do anime.

Mas se engana quem acha que o anime vive do passado. Muito pelo contrário, introduz um mundo novo, onde Kenshi apareceu lá, de modo que não é mostrado no anime, vindo do mundo de Tenchi. Ele já aparece sendo dono de um Seikijin, mechas orgânicos e mágicos, que possuem formas humanóides. Os mais poderosos Seikijins possuem caudas, e o do Kenshi obviamente também possui uma. Além disso, Kenshi mostra sua habilidade natural em combate dentro deste mecha, que o dele é branco. Aliás, há toda uma simbologia nas formas dos Seikijins e nas cores usadas por eles mas isso fica para outra hora e posso acabar dando spoilers sem querer.

A história segue com Kenshi fazendo amizade com meio mundo pelo seu jeito despojado e sempre querendo ajudar a todos. Não chega a ser um garoto burro ou ingênuo, mas parece despreocupado com as coisas que os demais personagens estão, até porque ele nem aquele mundo pertence, sendo até algo aceitável. Há situações bem comuns a animes de harém, como cenas de sauna e todos de pijama, sempre abusando da sensualidade das cenas e de algumas personagens, das quais umas são bem taradas. E como o anime é em OVA, não houve problemas quando a censura, embora não tenha nada muito pesado que fuja da definição de ecchi, ficando bem longe de muitos ecchis que beiram o hentai. Assim temos esta característica de Tenchi Muyo presente também neste anime.

Com a média de 45 minutos por episódio, é claro que não só de vida colegial e cenas ecchi ele sobreviveria, assim tem sempre uma cena ou outra de ação, sendo que que a história esquenta mesmo da metade em diante, com cenas de combates mais comuns. Aliás, a história de combates e guerra não está dissociada com o excesso de mulheres que cercam Kenshi, muito pelo contrário. Neste mundo de Isekai, os pilotos de Seikijins, os Seikishis (sim, nomes parecidos que sempre confundem ao longo do anime) são em sua maioria mulheres, por questões naturais. Não é qualquer um que pode pilotar um Seikijin, logo precisa ter uma habilidade natural para tal e as mulheres levam vantagem sobre isso. Entretanto, a habilidade, por ser bem rara, precisa ser mantida, e assim homens com a capacidade de serem Seikishis são tratados como reis ou nobres, tendo em vista a raridade de isto ocorrer. Por outro lado são considerados quase como animais reprodutores dos governantes dos reinos, ficando sem liberdade alguma sobre com quem e onde irão casar e procriar, sendo obrigatoriamente uma Seikishi também. Assim temos a explicação do motivo de várias mulheres Seikishis querendo de fato acasalar com Kenshi, onde é óbvio de qualquer herói japonês, não aceita as coisas impostas desta forma, acabando a evitar ou mesmo fugir de algumas delas.


Com 13 episódios, o anime segue com um ritmo bom ao longo de todos eles, deixando aos poucos as lembranças naturais a Tenchi Muyo e demonstrando que ele tem identidade própria. As personagens que rondam Kenshi são bem carismáticas, desde a ambiciosa e tsundere Lashara até a tímida Yukine, passando pela elfa negra Aura. Aliás, acabei de ver no site oficial do anime que há uma votação da personagem preferida e de longe Yukine, minha favorita seguida pela Aura, está na frente. O anime foi legendado pelos fansubbers Otakus Fans e PA, deixando a cargo de vocês baixarem de onde estiverem mais acostumados ou mais fácil. Sites desses animes reencodados para MP4 também tem o anime, como Avidown. Uma boa recomendação de anime que vale a pena verem, especialmente quem é da velha guarda como eu e viram Tenchi Muyo!

Pensamento do dia: Na verdade, a filosofia é nostalgia, o desejo de se sentir em casa em qualquer lugar. Friedrich Novalis

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Break Blade

Hoje vi o primeiro filme do anime Break Blade. O primeiro Livro (os episódios são separados em livros) conta de como ocorre o despertar do mecha (aqui chamado de Golem) que dá nome ao anime, produzido pela Xebec e com uma boa equipe envolvida.

Ao que entendi, em um futuro distante, no continente chamado Cruzon, uma terra sem petróleo, acabou desenvolvendo uma tecnologia baseada em cristais de quartzo, o segundo mineral mais ambundante da Terra. Daí com o tempo pessoas que possuiam o poder de controlar estes cristais passaram a ser fundamentais, pois permitia manipular estruturas de quartzo e assim fazer veículos se moverem e até armas de pressão dispararem balas rígidas, como de canhão ou como dardo. Pelo que entendi também, houve uma coisa como seleção natural com o tempo e pessoa que não tem essa habilidade de controlar o quartzo, que é corriqueiramente chamada de magia, é raro e chamam de não-mágicos.

Daí vem o cenário do anime, onde o reino de Krisna se vê ameaçado por um reino vizinho de Athens, que saiu da condição neutra até alguns tempos atrás e agora o alvo das ações militares é Krisna e o protagonista, Rygart Arrow, é chamado pelo seu amigo, o agora rei de Krisna, Hodr (Horde na tradução que assisti), que é casado com sua também amiga Sigyn, uma cientista militar, para ajudar em uma descoberta. Eles haviam encontrado uma peça rara em umas escavações: um mecha da era antes da tecnologia atual ser desenvolvida. E o interessante é que apenas Rygart, um rapaz que fez academia militar mesmo sem ter a capacidade de usar magia e sofria zombarias por isto, parece ser o único a poder controlar a relíquia deixada pelos antigos habitantes daquelas terras. Isto porque este Golem (chamado de Sub-Golem) não usa magia, mas tecnologia não-mágica. Aqui abaixo segue a OP do anime, com a música tema que é muito linda mesmo:



O anime é com uma animação muito bem feita. Gostei muito dos personagens e mesmo eu dando uma boa explicação da história do primeiro filme (que muitos podem dizer que é spoiler) na verdade contei muito pouco, pois há toda uma introdução e uns poréns no que parece claro. A trilha sonora é muito boa também. Tem elementos típico de animes de mecha, como um mecha lendário, um rapaz que seria uma escória mas se demonstra especial, um amigo que vira antagonista e outras coisas que farão lembrar muito de Gundam por exemplo. Mas o maior mérito é terem feito um anime de mecha em um futuro com uma explicação plausível e interessante, ainda dando um ar meio "medieval" ao cenário. Uma boa recomendação sem dúvidas. O anime tem 52 min. de duração e eu baixei no fansubber Otakus Fans.

Pensamento do dia: Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos. Albert Einstein