domingo, 31 de maio de 2009

Axis Powers Hetalia

Ontem decidi começar a ver o anime Axis Power Hetalia, ou simplesmente conhecido como Hetalia. De ontem para hoje, em menos de 24 horas assisti 18 episódios!

Bem, podem estar se perguntando se o anime é bom mesmo assim para tantos em tão pouco tempo. Sim, é bom. Mas tem um fator muito importante a considerar: os episódios possuem 5 minutos! huhahuha...

A idéia do anime é bem interessante, embora não seja tão nova: personificar os países e fazer paródias com eles. Personificações é comum em meio a área animesca, indo desde softwares (fiferox, windows, etc) a veículos (aviões, navios, tanques, etc). Daí por que não personificar os países?

Seguindo a lógica, foi criado Hidekaz Himaruya, onde a história se passava originalmente após a Primeira Guerra. Fatos históricos são utilizados como base para as situações. Daí vão desenrolando o enredo, ora mostrando o passado da Itália também. Foi feito para web o mangá e virou tankobon (aqueles mangas grossos como livros). O anime também foi feito para web e já tem DVD também.

É divertido ver as caricaturas dos países. America (Estados Unidos) é um metido a herói do mundo e só vive comendo porcarias fast food, como hamburger e refrigerante. Japão, honrado e certinho, logo no início do anime, no primeiro episódio, numa reunião mundial (parece se passar na época atual) o Japão concorda se pensar com America. Franca, que tem um jeito um tanto duvidoso, é um sacana com Inglaterra, que é todo certinho. Alemanha é intimidador e fala grosso. Rússia está sempre envolvido em confusões de seus "irmãos" vizinhos, Ucrânia, Lituânia e Bielorússia. E assim vai indo, até Itália, que é o protagonista. Um personagem preguiçoso, mulherengo e que só pensa em comida e boa vida. Lembra até um certo país da América do Sul...

O título, Axis Power é referência direta aos países do Eixo na época da Segunda Guerra e Hetalia é uma brincadeira com a palavra japonesa hetare, que significa patético, com Itália. Sim, a personificação da Itália é um personagem totalmente patético mas que de alguma forma sonsegue se dar bem no final, mesmo sendo vítima de bullying hahahahahaha...

O anime tem para assistir online ou baixar pelo fansub GG via irc ou torrent. Infelizmente só tem em inglês até o 18, sendo que os brasileiros pararam no episódio 4. Mas acho que vale a pena, pois dá para entender e são apenas 5 minutos por episódio. Destaque para a música de encerramento, que é muito alegre e divertida hahahahaha...

E meu atual wallpaper foi baseado em uma linda imagem que achei no danbooru com os dizeres "Beautiful World" e decidi fazer um wallpaper dele. Fiz versão 16:10 (acima), mas também tem versão 4:3 dele ^^v

E a personagem que mais gosto é a Belarus (Bielorússia em inglês e no anime), que é irmã do Rússia, apaixonado por ele e sempre fica assediando-o. Isso que Rússia ainda tem Ucrânia como irmã também. Este é um anime leve, rápido e que garante bons risos, conforme a sorte do dia do orkut de hoje recomenda hahahahahaha...

Sorte do dia by orkut: Sorria. Isso basta

sábado, 30 de maio de 2009

Absoluto vs relativo

É interessante observa que sempre se busca uma verdade absoluta para um evento qualquer. Parece que o ser humano tem a necessidade de que elementos absolutos existam para poder ter algum referencial fixo para a vida.

Ouço e leio muito sobre buscar A Verdade. Mas o que seria A Verdade? Uma verdade absoluta, acima de qualquer coisa sobre um evento ocorrido, certo? Creio que é isso que todos buscam quando falam sobre A Verdade. Interessante que esquecem que para um fato ser relatado, precisa para isto passar por alguém que serve de testemunha. É aí que está o ponto onde eu creio que deve ser considerado.

Mesmo um evento gravado por câmeras e reproduzido posteriormente, ele não está isento de que está vendo apenas um dos lados do mesmo evento esteja sendo captado. Além disso, mesmo durante sua reprodução ela estará passando pelos olhos de quem a assiste, que fará uma análise baseada em algumas experiências, conceitos (sejam pré ou pós estabelecidos) e daí a pessoa concluir sobre o que viu. Como cada um tem um pensamento, mesmo que sutilmente, diferente dos outro, acaba que não existe e, segundo esta lógica, existirá uma verdade absoluta de algum fato. Mas sim uma das várias faces da verdade. Ou seja, existem tantas verdades para um evento quantas forem o número de testemunhas deste evento.

Mas o mais legal que o que importa não é a verdade absoluta, mas sim a diferença entre as várias verdades. Aquelas que menos diferenças tiverem entre si, teoricamente, estará mais próxima da realidade que seria a verdadeira. Assim é a diferença entre as versões que realmente importam e não realmente seu valor absoluto. Claro que algumas verdades ainda podem ser alteradas e assim gerar as verdades com menos diferença podem não ser as mais próximas da realidade, mas aí já é outra discussão, pois nesse mundo sabemos que infeliz, ou felizmente, tudo pode ser manipulado.

Interessante que existe similaridade com a física, que na verdade nada mais é do que observação da natureza. Um evento não pode depender da métrica utilizada. Ela não depende se você mediu um ponto ao outro com uma régua usando milímetros, polegadas ou o pé do João. O que vai importar é a diferença entre os pontos que você mediu.

Daí você se pergunta: porque usamos medidas padronizadas? Ora, simples: para ter um senso comum! Quando se fala em milímetro, centímetro ou mesmo polegadas, a maioria tem noção do tamanho considerado. Já quando se fala no "pé do João", cada um vai imaginar um tamanho para o pé do João, que ainda pode depender da altura, idade e peso do João para se ter real dimensão do seu pé. Basicamente é pelo senso comum que precisamos padronizar, para que todos saibam que estão falando a mesma língua sobre um evento. Mas o evento será o evento, independente de quem meça ou observe-o. Esta a explicar isso a uns alunos essa semana e interessante que aparentemente a única coisa absoluta que se espera existir seria o zero absoluto, quando não há mais agitação molecular e atômica. Interessante que pelo seu conceito em si, não o atingimos e creio provavelmente que nunca o atingiremos.

Mas mesmo assim, o ser humano não gosta de considerar que na natureza e no nosso mundo, o que importa não é o absoluto, mas as diferenças que contam. Acho que é a falta de um referencial padrão que possa comparar sua posição com algo. Acho que por isso que existe a eterna busca pelo valor absoluto em tudo... Talvez porque medir somente as diferenças nos dê uma sensação de ignorância ou de estar sem um chão. Não sei afirmar bem o porque. Quem souber comente aqui no blog...

Sorte de hoje: Agora é a hora de fazer novos amigos