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sexta-feira, 11 de março de 2011

Sumiço repentino

Bem, como devem ter notado, após quase 1 mês desde minha última postagem, dei uma sumida por aqui. Então venho aqui justamente explicar o motivo deste meu desaparecimento repentino, algo que considero necessário para quem acompanha o blog.

O fato é que após os 2 anos completados, intensifiquei meu trabalho na tese, pois meus prazos estão no limite. Claro que não foi somente isso, já que eventualmnte postava aqui. O maior problema que vivenciei foi meu notebook, velho de guerra com seus quase 4 anos completos, me deixou na mão pifando. Como estou sem tempo e dinheiro para uma visita a um técnico que mexa com um notebook Toshiba (e não seja enrolão), estou sem meu note. A sorte foi ter meus arquivos no HD externo que possuo, não tendo tanta perda como teria se não o tivesse. Mas mesmo assim bagunçou minha vida e claro, me desanimou muito. Aos poucos devo voltar a postar aqui. Estou usando o pc do meu irmão no momento e eventualmente dará para postar algo. Enfim, uma justificativa que os leitores do blog precisavam para o meu sumiço. Agradeço a todos pelo acompanhamento e até breve.

Pensamento do dia: Quando se é velho, é preciso ser mais ativo do que quando jovem. Johann Goethe

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pós-morte

Você acredita que existe algo após a morte? A maioria, seja ligada a uma religião ou não, acredita que sim, que existe algo após a morte. Poucos são os que pensam que morreu está morto e fim de papo, você vira pós. A maioria acredita em algo sim e por que será que acreditamos nisso?

Tentarei ser mais independente de minhas crenças, que são das bases da fé cristã, mas sim refletir em algo que seja independente de crenças, pois em quase todas as religiões vemos similaridades. Seja no islamismo, cristianismo, espiritismo, budismo ou outras, elas crêm em duas coisas: uma espécie de vida após a morte e no julgamento pelas nossas ações nesse mundo. A parte de julgar alguém pelo que fez ou deixou de fazer para alguns pode significar uma espécie de controle pela religião, mas creio que seja mais uma forma de ditar o modo de viver com respeito ao próximo e buscando o máximo harmonia, algo também visto em maioria das religiões. Mas como o foco é pós-morte, deixarei esse lado para futura discussões...

Quando se pensa em ter uma "vida" após a morte, seja ela no céu, no inferno, no purgatório, em outra encarnação e etc, isso dá a nós, seres humanos, uma espécie de esperança que nada que estamos fazendo aqui será em vão e mais que isso, poderemos evoluir. Mas precisamos mesmo disso? Creio que sim. Ao vislumbrar um futuro possível, mesmo em "outra vida", passamos a seguir a nossa vida com mais motivação. Acho que isso é o que alguns estudos revelam que quem tem uma fé firme, com orações ou meditações regulares, apresentam mais saúde, meio que indicando que o bem estar promovido pela fé reflete em nosso corpo. Então o ser humano precisa de uma motivação até o final da vida, para quando chegar nesse ponto poder esperar que tudo que fez e viveu valeu a pena.

Entretanto, mesmo com similaridades, as religiões em geral divergem do que existe após a morte. Uns crêm em reencarnação, com o espírito podendo evoluir gradativamente, outros em um único juízo onde após a morte iremos ser indicados a um mundo de maravilhas ou de sofrimento, e ainda aqueles que conforme as suas ações a pessoa pode ser enviada para um dos diferentes céus. Agora, posso eu afirmar que a minha visão cristã do que há após a morte é a correta só por que eu acredito nela? Não. Porque é uma pura e singela questão de fé.

Fé é a pura forma de crer naquilo que não temos provas de que seja verdade, mas considerarmos verdade, saber que algo acontecerá sem nenhuma garantia exceto a palavra dada por alguém, seja escrita ou falada. Seguindo nesse caminho não posso chegar a uma pessoa que as minhas convicções que tenho fé é "melhor" que as que ela tem, no máximo tentar mostrar as bases da minha e quem sabe ela mudar seus pensamentos, mas dizer que um ou outro é errado ou certo é pura arrogância e pré-julgamento, que inclusive é algo repreendido nas maioria das religiões. Isso porque não temos provas físicas de que mortos vivem em outro mundo ou reencarnam ou sei lá o que. Só podemos ter fé mesmo...

O engraçado desse pensamento é que mesmo não tendo provas físicas de o que ocorre após a morte, por justamente a existência de uma vida após a morte não ser possível de ter comprovações físicas por sua pura definição, quem afirma que não há nada não pode afirma a não ser pela sua própria fé no "científico". Pela definição da fé de cada um, fé e ciência nunca estarão conflitando, já que uma não invade o território de outra, como muitos pensam. O que ocorre em maioria dos casos é exageros de um lado ou de outro, mas isso é assunto para outra postagem também.

Além de todo a motivação de que existe uma continuação da vida, isso não serve apenas de conforto para nós que vamos morrer um dia (todo mundo morre, isso é fato) mas para aqueles que ficam. É confortante saber que uma pessoa "boa" e querida irá para o paraíso ou evoluir em outra vida e que aquela pessoa "má" será enviada ao inferno ou reencarnar como um inseto. Enfim, isso dá aquela sensação de que mesmo em meio a injustiças na vida terrena, existe uma justiça superior que dará a cada um o que merece. Claro que há quem não aceite a morte de uma pessoa amada e viva querendo que ela não tivesse ido ou que pudesse trazê-la de volta. Dizem que esses sentimentos não deixam o espírito da pessoa em paz ou atraia espíritos malignos, em suma, a maioria acredita que não aceitar a morte de alguém querido faz mal.

Tudo isso que escrevi é uma forma resumida de uma ideia mais complexa mas é o que pude desenvolver aqui, já que é um assunto para virar noite discutindo com amigos... Talvez por isso tenha ficado um tanto quanto confuso para uns, mas tentei não ser muito longo na reflexão, embora tenha ficado bem maior do que pensei que ficaria... O interessante que as bases de bom e mal, certo e errado, e mérito de suas ações formaram uma espécie de senso comum em todas as religiões e que influenciaram filósofos e pensadores pelo mundo todo.

Pensamento do dia: Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte. Sigmund Freud

sábado, 8 de maio de 2010

Como você deseja ser lembrado?

Uma coisa que assusta a muitos é falar sobre a morte, por mais que seja algo mais certo do que muita coisa nessa vida, por mais irônico que pareça dizer isso. A única certeza que temos quando nascemos é que um dia iremos morrer. Mas pensando nisso, como você espera que aqueles que te conheceram vão lembrar de você?

Pode parecer besteira, uma vez que já que morremos, porque nos preocupar como seremos lembrados. Mas será que é besteira mesmo? Muitos pensam em deixar bens materiais, mas isso o tempo, ou a depreparo de quem for receber, tratará de destruir. O tempo é cruel com os materiais e a ganância do ser humano também, então deixar uma empresa para herdeiros despreparados vai dar apenas no que aconteceu com a extinta TV Manchete e as empresas do Grupo Bloch. Fora o fator temporal, não é o que temos e deixamos para os outros que nos faz ser algo, pois mesmo que alguém lembre que você tinha isso ou aquilo com o tempo tais lembranças fracas serão apagadas se não tiver algo mais forte.

Deixar filhos seria uma solução considerada a mais natural. Uns dizem que é deixar sua semente no mundo. Em parte sim, mas apenas se estes filhos forem cuidados e educados por você. Se deixar para outros educá-los, els passarão com o tempo ter mais lembrança da babá e da professora do que dos pais. E mesmo que não seja um terceiro que cuide de seu filho, você não deve simplesmente dizer o que fazer sem dar exemplo, aquele velho "faça o que digo mas não o que eu faço". Assim logo chegamos ao ponto que queria realmente discutir mas que serei breve...

Creio que são nossas ações que fazem sermos ou não lembrados após a morte. Ações muitas vezes transmitem mais de você do que meras palavras. Eu pessoalmente creio que minhas ações vão contar mais para ser lembrado por aqueles mais próximos e que me conheceram do que o que eu tinha ou o que deixei nesse mundo. O ideal de muitos seria ser lembrado como um herói ou alguém que fez a diferença na história. Mas acho que a maioria está longe disso na prática e creio que devemos pensar em ações menores, daí quem sabe estas ações menores contribuam para algo maior, embora seja meio abstrato demais falar isso, mas segue a ideia de que cada um fazendo um pouco contribui para o todo. Eu me contentaria bem se meus amigos, família e pessoas mais próximas se lembrassem com alegria de mim de pelas coisas boas que fiz e por quem eu fui, até porque não tenho grandes bens mesmo para ser lembrado pelo que possui e nem tenho filhos e nem pretendo ter mais como em um passado distante...

Para quem não me conhece nem ligo no fundo de como vão se lembrar de mim, pois sem me conhecer vão ter apenas uma impressão superficial mesmo e om certeza não irei agradar a todos também. Assim vivo para que minhas ações sejam boas ou pelo menos são feitas com as melhores intenções, embora nem sempre são bem compreendidas, mas isso já seria outro assunto para outra postagem... Bem, espero que essa reflexão meio confusa ajude quem ler a refletir na vida, pois por mais que tenha falado de morte, no fundo foi uma reflexão da vida... Se há ou não algo após a morte deixo para discutir em uma próxima postagem, quem sabe na próxima.

Pensamento do dia: A única coisa tão inevitavel quanto a morte é a vida. Charles Chaplin

quarta-feira, 3 de março de 2010

A banalização da vida

Algo que me incomoda é ver como a vida de um ser humano é banalizada hoje em dia a ponto de ser retirada por uma simples discussão que poderia ser resolvida com um bom diálogo e menos orgulho bobo e infantil. Hoje os noticiários anunciavam dois crimes que tiveram motivos diferentes mas chamaram a atenção. Um deles foi um homem trabalhador que foi morto por um simples recusar de fechar uma janela em Botafogo, bairo do Rio de Janeiro. É nesse que quero me centrar hoje, já que incendiar um ônibus não é novidade, mas sim com pessoas dentro, mas infelizmente era questão de tempo que algo bárbaro como esse acontecesse. Mas vamos ao caso que considero símbolo de banalização da vida...

Embora chocante, infelizmente não é a primeira nem a última morte que ocorre por um motivo bobo. Cansei de saber de mortes ocasionadas por discussões, especialmente de trânsito, mas até por pipa já soube de gente sendo morta. Semana passada um policial federal foi morto por um outro simplesmente porque o primeiro se recusou a entregar a arma (o que acho errado mas é o direito dele como policial federal) e provavelmente por motivo de orgulho besta a discussão resultou em morte. Provavelmente o orgulho besta foi o mesmo motivo que fez o assassino que discutia com o trabalhador que se recusou a fechar a janela do ônibus, a matá-lo.

Mas será que realmente precisaria matar? Claro que não! As pessoas acabam esquecendo-se atualmente que o que nos diferencia dos demais animais é o raciocínio. Quando deixamos de raciocinar e agimos por impulsos estamos agindo como animais. Estas pessoas estavam armadas e por ímpetos de raiva, com um pretenso orgulho ferido, deram fim a uma vida esquecendo-se que aquele ato não só afeta aquele que é morto mas uma família inteira, amigos e conhecidos. Todos que estavam "ao redor" da pessoa são afetadas por um ato de violência desse tipo. Por isso que sou a favor de que ninguém ande armado, exceto policiais, pois se houvesse tolerância zero com armas muita violência banal seria evitada, já que ter ou não arma não evita que você seja vítima de assalto ou outra espécie de violência, sendo apenas uma mera ilusão de auto-defesa.

Morrer por um motivo "nobre" como defender um ideal ou alguém que ama é admirável, morrer por uma fatalidade como um acidente ou desastre é aceitável, morrer por algum crime é revoltante mas ainda dá para entender, mas morrer por motivo banal como uma simples discussão onde o "perderdor" apenas sairia com orgulho ferido é algo que não tem como explicar. Não sei precisar com palavras, mas acho que a sociedade retrocede em muitos aspectos em vez de evoluir, e o valor da vida é um deles, fora a completa falta de diálogo em muitos momentos. Parece que vamos aos poucos voltando a época das cavernas ou para faroeste, onde a força e violência resolvia as coisas e não o diálogo. Para que evoluirmos cientificamente se a sociedade valoriza armas como ostentação de poder? Passamos a estados em que quando algo não funciona o povo procura depredar e dar porrada em vez de conversar e usar meios civilizados para resolver seus problemas. Isso não é evolução, de modo algum.

Mas se pensarmos um pouco podemos ver que isso no fundo é reflexo de omissão do governo quanto a violência, refletindo em todos depois de tanto tempo em uma sociedade violenta, além de descrédito nas vias civilizadas, já que muitas, como abrir um processo contra quem destrói algo que lhe pertence, acaba tendo a sensação de que não dará em nada... Entretanto esquecem que se o nosso país e sociedade está assim, eu , você e todos nós temos uma parcela de culpa nisso, já que não fazemos nada para mudar ou nem para cobrar devidamente quem deveria realmente cuidadar de nós.

Claro que não estou dizendo que a sociedade banalizar a vida humana é culpa dos políticos. Isso é culpa da própria sociedade e de desvalorização de certos valores. Temos que resgatar valores antigos como respeitar e dar valor a vida do próximo, senão estaremos em uma situação cada vez pior. E também aplicar leis mais severas em quem não respeita tais valores, pois sensação de impunidade contribui muito para a violência generalizada.

Finalizo aqui uma postagem um tanto quanto mais um desabafo e meio confuso nas ideias. Só espero que mudemos isso, senão terei que ir para a rua com um taco de beisebol com pregos como a Irisu que ilusta a postagem de hoje. Ela é de um jogo bem diferente estilo tetris que tem finais do tipo sangrentos chamado Irisu Syndrome. Espero que nunca precise de um desses para poder ir trabalhar... Porque sei que o dia que precisar ele de nada adiantará para me proteger mesmo...

Pensamento do dia: Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro. Confúcio

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A vida descolorindo...

"Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

É com esse trecho da música Aquarela de Toquinho, bem no finalzinho da música, que queria começar o assunto de hoje. Notem que na música vai mostrando todo um conhecimento, um colorido da vida quando somos novos, onde tudo é mais vivo, mais belos, mais idealista. Sonhos vêm a nossas mentes sempre e sempre. Tudo é tão colorido...

A parte final sempre achei um tanto verdadeira, pois via outras pessoas ficando mais "apagadas" ou vendo a vida mais em preto e branco conforme a vida passa. Um professor muito sábio quando dava aula de Mecânica Clássica disse que a gente (na época eu era um graduando de física) que era novo tinha uma visão mais aberta do que eles que estavam mais velhos. Achei meio exagero na época. Hoje não acho tanto assim, na verdade sinto a cada dia que ele estava certo.

Conforme o passar do tempo vamos ganhando experiências, mas experiências boas e ruins. Boas claramente contribuem para nossa aprendizagem, mas os ruins também, só que essas eperiências ruins vão se somando e acabam contribuindo para tornar a nossa visão da vida mais séria com o tempo. Não diria amarga, mas não tão doce como parece quando somos novos. Além disso acabamos tendo certos receios relacionados a experiências ruins, especialmente se estas acabam se repetindo com certa frequência. Como ninguém quer se machucar, especialmente com algo que já experimentou antes, acabamos evitando situações similares.

E com o tempo passando e alguns sonhos de juventude não se realizando, uma expectativa realizações sendo mais realista, alguns sonhos vão sumindo, ficando pelo caminho. Um casamento com 2 filhos, casa própria e carro zero na garagem vai virando uma casa boa alugada, um carro usado e uma companheira e um filho, para depois simplesmente virar uma possível relacionamento que dure um bom tempo, mas se acabar não é o fim do mundo, uma casa alugada que seja confortável e dinheiro para condução e eventual taxi caso seja necessário... Isso me lembra outra música, desta vez do Oasis, Fade Away. Nela é cantada exatamente em um trecho que os sonhos que temos quando crianças vão sumindo. As decepções na vida contribuem para isto também...

A minha amiga, Ichigo do iki ningyou, comentou comigo que CLAMP em suas obras recentes tem usado tons de cores mais suaves, diferente das cores que usavam no início. Simplesmente respondi a ela "Elas estão ficando velhas!" No final das contas, creio que a vida é como a pintura que começa sendo pintada com cores fortes, vibrantes, vivas. Com o tempo vão tornando tons pastéis, mais suaves, delicados. No final desta sequência ela acaba por tornando-se monocromática, preto, branco e tons de cinza. E assim a vida vai descolorindo...

Pensamento do dia: A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Charles Chaplin

terça-feira, 21 de julho de 2009

Memento Mori

Memento mori é uma expressão latina que significa algo como "lembra-te homem que morrerás um dia" ou "lembra-te de que vais morrer". Este tipo de pensamento é muito utilizado dentro da literatura, principalmente na literatura barroca.

A definição acima foi retirada da Wikipédia e acho que resume bem a ideia da frase que sempre gostei. Lembra que não importa o que acontecer, a única certeza real da sua vida é que um dia irá morrer. Planos e desejos podem ser realizados, mas não são tão certos quanto a certeza que um dia a morte chegará. Quando ela chegará é outro assunto...

Embora para uns possa parecer algo mórbido ou macabro para mim não é não. Lembrar que é mortal, que sua vida pode um dia se extinguir é interessante para aplicar o Carpe Diem que tantos gostam de usar para justificar o aproveitamente intenso da vida, pois seria algo como aproveite o dia. Entretanto, só esta ideia de querer viver intensamente pode levar pessoas a cometerem excessos que venham a colocar a própria vida e saúde ou até de outros em risco. Quantas vezes vimos que pessoas com a ideia de se divertir provocam acidentes, que levam ela a morte ou matam outros? Por isso gosto de Memento Mori, pois leva a aproveitar a vida mas com moderação, já que não só a nossa vida, mas a de outros também é frágil, passível de morrer facilmente.

Outro lado é poder encarar as mortes que ocorrem ao longo de nossa vida como algo predestinado. Acaba facilitando a compreensão e aceitamento do que houve com mais normalidade, mesmo que venha a doer muito, especialmente alguém bem próximo. Ontem, quando retornava de São Paulo, onde passei o fim de semana, soube que minha avó paterna de 92 anos veio a falecer no sábado de um modo um tanto bonito para ela: dormindo. Morreu de velhice. Embora seja doloroso falar com alguém com quem convivi desde criança, até mais que minha avó materna que morreu 15 dias atrás, sei que ela teve uma morte tranquila e espero um dia ter uma assim quando estiver velho e ter aproveitado a vida por completo...

Ainda teve uma coincidência interessante que estava passando as músicas no mp3 quando estava no metrô e parei e coloquei no repeat contínuo a música I'm Alive da cantora Becca, que toca na Ending de Kuroshitsuji. É interessante que possui algumas referências que gosto nela. Mais uma coincidência da vida.

Enfim, termino aqui e só digo para aproveitarem a vida, a cada momento dela, mas sempre lembrando que todos nós iremos morrer um dia, logo aproveite com sabedoria...

Sorte do dia by orkut: Devemos ser a mudança que queremos ver

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A morte de alguém querido

É estranho como o ser humano mesmo depois de anos e anos de vivência sobre a Terra ainda não consegue aceitar ou encarar a única certeza que temos desde que nascemos: que iremos morrer um dia.

Acho que a própria morte, de certa forma, é até encarada de forma mais natural, já que a princípio, notem que digo a princípio mas depois mostrarei que não é bem assim, isto só depende de você. Mas esquecemos que assim como nós, aqueles que nos cercam um dia também irão morrer. E aí, como reagir quando alguém próximo morre e você fica?

Enfim, acabo de perder a minah avó materna, que embora estivesse fraca, estava com a saúde boa. Acabou falecendo de parada cardíaca e creio que o corpo dela depois de um infarte e três derrames não suportou outro infarte e mesmo após tentativas de ressuscitar e estando no hospital, para onde foi ontem para tratar de um problema nos pés que deixou todos apreensivos a semana toda mas o maior risco que corria era exclusivamente perder os pés tendo que amputá-los, ela não aguentou e veio a morreu. Velhice? Talvez. Quem sabe fosse até o melhor para que ela não sofresse tanto, pois vá se saber como seria se estivesse viva mas precisasse ficar no hospital.

Entretanto eu quem sempre encarei a morte como um rito de passagem, o único destino certo que todos nós temos, acho que sinto mais essa morte que as demais. Era uma pessoa que eu convivia dia e noite, direto e isso faz mesmo uma grande diferença. Um tio muito querido meu morreu de infarte fulminante e não senti tanto. Meu avô quando faleceu, mesmo sendo querido, ele já foi mal para os hospital e era meio "esperado". Um amigo de faculdade morreu de forma abrupta engasgado com a própria língua em um ataque epilético, senti a morte mas não convivia tanto. Um amigo de fórum com quem eu conversava bem e que vim a conhecer uma vez ao vivo e nos demos bem morreu de forma trágica e estúpida por parte de um marginal qualquer, onde me fez ficar realmente muito mal. Mas nenhuma chega a esta perda porque, eu acho, seja a convivência contínua com ela. Ainda olho o quarto e ainda lembro dela e tudo mais. É meio complicado encarar que quem você gostava muito se foi sem que você estivesse "preparado".

Acho que a morte é dura conforme o grau de intimidade e convivência, sendo muito duro para quem fica. Quem vai, só espero que seja rápido e indolor, que vá com paz, mas quem fica que é dureza. Quando soube do acontecido, simplesmente na hora pensei na minha mãe, em como ela estava reagindo, já que estava ao lado da minha avó na hora. Acho que foi nessa hora que vi como é duro mesmo encarar a morte da perspectiva de quem fica, porque por mais que achemos que a pessoa vá ficar mal, não sabemos a real grandeza da coisa até vivenciarmos de fato. Por isso que o fato de encarar a própria morte não deve ser vista apenas do aspecto próprio, mas de quem vai ficar também, como as pessoas vão reagir. Por mais que seja duro para mim, espero que eu não vá antes de meus pais, pois sei que eles não aguentariam tal perda de alguém tão próximo.

E falo de pessoas queridas e próximas e não de pessoas que você querendo ou não só conhecia de ouvir ou ver de longe, como essa onda chata de ficar falando do Michael Jackson, que já se foi semana passada e até agora não se fala em outra coisa, sem nem sequer ter enterrado o difunto, enquanto os abutres familiares brigam pelos espólios do morto. Do nada, surgiram fãs do cara e os fãs se sentem viúvas do cara que mal conheciam. Sei lá, mas acho exagero demais para minha conta. É mais um desabafo sobre esse coisa bizarra que virou a morte do MJ este trecho.

Bem, desejo que minha avó descanse em paz e espero não ter sido muito confuso em minhas palavras. Até breve...

Sorte do dia by orkut: Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Semana corrida...

Já tiveram uma semana que em um piscar de olhos ela passou voando e comparando o que vc fez com o que poderia fazer sente que não foi muito produtiva, embora cansativa?

Eu tive essa semana uma semana assim. Em parte porque fiquei por 3 dias de meus 5 dias da semana muito mal por conta de uma gripe, com dor de garganta ponto de ficar sem voz alguma. Creio que foi por conta disso que minha criatividade e vontade de postar aqui não vinha.

É uma droga estar gripado desse jeito, pois mesmo trabalho mais mental que fĩsico, como é o meu acaba, prejudicado, pois o raciocínio não é o mesmo de antes. Aí ficar gripado no final das contas é um atraso de vida. Ainda bem que não é a tal gripe suína, que essa semana foi feita um alarde absurdo sobre ela. Merece cuidados sim, mas sem histeria.

Essa semana corrida acaba com a tristeza de termos perdido o Michael Jackson de modo abrupto e repentino. Uma pena mesmo, pois mesmo que não gostasse ou não fosse fã deve reconhecer que ele era um grande artista e não apenas um cantor pop. Mas como a vida segue e devemos continuar a andar, ou correr né? Semaninha corrida e complicada esta e espero não ter uma assim novamente. Até breve!

E seguindo a sugestão da sorte do dia do orkut para mim, uma imagem bônus do Masamune Shirow hahahahaha...

Sorte do dia by orkut: Pratique exercícios hoje

sábado, 6 de junho de 2009

Sua felicidade...

...ela depende exclusivamente de você?

Essa foi uma pergunta que andei me fazendo essa semana esta pergunta e depois de um tempo refletindo acho que no fundo não podemos afirmar precisamente que a nossa felicidade depende unicamente te nós, já que vivemos em sociedade e muitas coisas que podem nos dar uma visão triste ou alegre de algo depende de outra pessoa ou do simples acaso, da sorte, destino ou vontade divina...

Por mais que tentemos fazer coisas sozinhos, que dependam unicamente de nós, acabamos esbarrando em problemas que estão além de nosso alcance. Daí a pergunta seguinte seria se a nossa felicidade de cada um está então destinada ao acaso ou a outras pessoas? Creio que não também, por mais que a sorte e outras pessoas façam parte de sua vida, temos sempre que tentar fazer o nosso melhor...

Acho que no final das contas depende apenas de um referencial, de como você encare as coisas. que acontecem. Podemos ser tristes em alguns resultados, mas dependendo de como se olha, pode enxergar um motivo para ser feliz ou pelo menos correr atrás de sua felicidade. Acho que esse é o ponto principal e por tal motivo podemos considerar que a felicidade depende de nós, pois somente nós poderemos enchergar tristeza ou alegria em algum acontecimento em nossa vida. E a muito tempo atrás percebi que o ser humano nasceu para ser feliz. Como atingir a felicidade, o que é ser feliz e outras questões similares, aí é com cada um...

Sorte do dia by orkut: O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quando falta tempo...

É incrível como as vezes simplesmente não temos tempo para fazer coisas simples, como atualizar este blog.

Vida corrida como é, as vezes você se encontra com várias coisas para serem resolvidas ao mesmo tempo, especialmente se alguém da família fica doente e é necessário auxiliar nos cuidados. Além disso uma correria com o trabalho quando este não ajuda em nada u.ú

As voltas com programas que não fazem o que quero que faça, mal de quem trabalha com programação, eu sei, e sei que na verdade sou eu quem não está sabendo dizer ao código o que quero que faça, mas enfim... Isso complica as vezes mesmo pegar tempo para digitar.

A vida agitada cada vez mais exige tempo de nós e acabamos sacrificando tempo de outros momentos. Seja diversão ou mesmo o tempo de sono, acabamos reduzindo esse tempo em prol de sobrar mais tempo útil.

Engraçado que se acabarmos forçando o tempo útil ser esticado, nosso corpo com o passar do tempo acaba sentindo falta de um descanso mais prolongado ou nossa mente grita por uma diversão. Isso é o que dá o estresse ou outros efeitos, como enxaqueca. E odeio quando isso acontece comigo. Fiquei ontem o dia todo assim e não foi nada produtivo ç.ç

Por várias vezes queria que o tempo fosse maior do que é. Um dia de 30 horas por exemplo, mas isso me lembra comercial do Unibanco hahahahahaha... Mas acho que muita gente também pensa o mesmo a cada dia xD

Eu até sei administrar meu tempo, mas quando acontece coisas inesperadas eu acabo me perdendo. E coisas inesperadas tem ocorrido com frequência ultimamente. Aí programação e organização de tempo vai para o espaço u.u~

Como queria pedir ajuda a Sakuya de Touhou ou a uma time mage de Final Fantasy Tactics, mas infelizmente, não dá... Me sinto mais o coelho atrasado de Alice no País das Maravilhas hahahahahahaha... E vou seguindo neste mundo moderno cada vez mais corrido...

Sorte do dia by orkut: Todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote

sexta-feira, 6 de março de 2009

Transportes coletivos

Eu já estava a discutir sobre transportes coletivo no Brasil, mais especificamente ônibus no Rio de Janeiro. Mas sempre surgiam um ou outro assunto que achava mais relevante ou que tinha que aproveitar o momento para postar e adiava esse assunto.

Porém hoje, com a notícia muito divulgada nos noticiários televisivos e na internet, além de ter certeza que amanhã estará estampada na primeira página dos impressos, de que passageiros de trens ficaram presos em tiroteio no subúrbio do Rio de Janeiro, me motivou a fazer esse comentário aqui sobre os transportes coletivos.

Primeiramente o que se espera de um transporte coletivo? Eu creio que se espera que ele seja rápido, confortável dentro do possível, confiável e seguro. Eu não estudei nada das ciências relacionadas, mas sei pelo meu bom senso que é isso que a população espera de um transporte.

Depois, o que seria um transporte coletivo efetivamente e a quem pertence? Os transportes coletivos são meios de levar a população de um lugar a outro aglomerados de modo a desafogar as vias públicas, pois imagine se CADA um que usa trens, metrôs e ônibus usassem carros para se locomoverem! Agora tem uma parte que é MUITO distorcida no dia a dia de cada um. Os transportes públicos pertencem a cada um de nós! É nada mais que uma serviço concedido pelo governo para que uma empresa privada a explore. Teoricamente, se a empresa prestar um péssimo serviço ela pode perder o direito a concessão. Na prática as empresas se sentem as donas dos serviços e passam isso para a população, com certa ajuda do poder público também.

Vale lembrar que no Rio de Janeiro as linhas de ônibus não fora cedidas como seria o certo, um engenheiro de tráfego da prefeitura definir onde deveria haver uma linha de ônibus, abrir lecitação e daí a vencedora passar a explorar a linha. No Rio as empresas chegavam com sua proposta de linha, que era aprovada por meios duvidosos até hoje, e ela passava a explorar. Por isso existe uma grande quantidade de linhas que rodam 24 horas na Zona Sul carioca, onde moram pessoas "com dinheiro", e poucas linhas no subúrbio, com hora certa para parar. Baixada Fluminense, que é um região de várias outras cidades, a situação é ainda pior, pois para certos locais, após as 11 não tem mais ônibus. As pessoas que saem para se divertir, principalmente nos fins de semana, acabam sendo obrigadas a utilizarem vans e kombis, muitas vezes com qualidade de serviço e segurança altamente duvidosos, mas como é isso ou andar a pé a noite, muitos se arriscam. Eu mesmo já me estressei muito com vans e principalmente kombis, de modo que só as utilizo realmente em último caso mesmo.

Além disso os ônibus tem o mesmo problema dos trens cariocas: falta de segurança. Não que seja uma desgraça, mas os coletivos no Rio são tratados com certos descasos para onde se vai. Já cansei de saber de ônibus depredados, com passageiros que foram feridos. Como o caso do trem que fcou em meio a um fogo cruzado, já soube de casos similares a ônibus.

No caso de trens e metrôs cariocas, existe a falta de capacidade de absorção de passageiros, pois a cidade a cda dia aumenta mais e mais, e dessas pessoas, mais passam a usar trens e metrôs, ficando uma situação de lotação que não era para ocorrer. No horários do rush você não precisa se apoiar em nada, pois vc fica firme sem cair pelas pessoas que estão ao seu redor.

Ontem mesmo, duas vezes o metrô parou por estar sem energia no trecho a frente, a ponto de apagar as luzes e desligar o ar condicionado! Imaginem, um trem de metrô criado para TER ar condicionado sem ar condicionado com um verão de temperaturas altíssimas? Não é para menos que já cansei de ver pessoas e mais pessoas passando mal no metrô. E na linha 2, que vai para o subúrbio, passa sobre a superfície, rodeando inclusive favelas, a situação é pior, pois se o ar estiver mais fraco ou com mau funcionamento, fica um calor infernal.

Interessante que as empresas que administram trens e metrôs estão gradativamente modernizando os seus veículos e tornando a vida de muitos mais acessível, principalmente no metrô, transporte que uso muito mesmo. Acesso a cadeirantes e deficientes físicos em geral com maior facilidade, além de idosos. Além de criarem vagões especiais para mulheres durante os horários de maior movimento, reduzindo os casos delas serem molestadas.

Vale notar que isso eu NÃO vejo nos ônibus do Rio. Os mesmo ônibus antigos, velhos e com no máximo carroceria remodelada, que nem todos colocam os que possuem acesso a cadeirante como deveria ser. Para mim a lei ideal seria a que obrigasse a TODOS os veículos das empresas de ônibus a ter elevador para cadeira de rodas. Assim que as usasse não dependeria da sorte ou da boa vontade.

A cidade do Rio precisa urgentemente de uma redistribuição das linhas de ônibus, acabando com linhas similares e jogando elas para onde realmente precisa. O candidato que perdeu as eleições no segundo turno prometeu fazer isso, mas como perdeu, vamos ver se o atual prefeito mantêm a coragem que vem demonstrando contra camelôs, porque pegar carroça de quem é pobre e humilde só pelo fato dele querer trabalhar em um lugar "irregular" é muito fácil, para desafiar as empresas de ônibus e além de redistribuir as linhas, colocar também o tão falado bilhete único, acabando com a sem vergonhice que é o RioCard.

São Paulo não é nenhuma maravilha não, mas pelo menos lá o bilhete único funciona e as linhas de ônibus juntamente com isso desafoga bem um trânsito que seria mais caótico que já é. Você pega um ônibus para um lugar, que mesmo que não seja seu destino, vc desce no meio do caminho e pega outro para seguir, sem pagar a mais por isso. Segundo eu soube em Curitiba é mais eficiente ainda.

Isso não é nada, não é nada, mas além de ficar mais eficiente para quem o usa e é dono por direito do serviço, o cidadão, vai desafogar em muito os congestionamentos que existem nas ruas do Rio, que em poucos anos estará igualzinho ao trânsito de São Paulo se nada for feito. Só o caminho da saída da Urca para o metrô de Botafogo, onde o ônibus de integração pega a rua que vai para Humaitá, depois das 5 da tarde aquilo é um inferno. Se transporte público funcionasse, aquilo ali, por exemplo, não ocorreria. Espero um dia que eu possa viajar tranquilamente nos transportes coletivos com conforto e respeito ao passageiro, o verdadeiro dono daquilo ali.

Sorte do dia by orkut: Se você obedecer a todas as regras, vai perder toda a diversão

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quem é você?

Um perguntinha no título é bem básica e simples, correto? Nem tanto, pois nem todo mundo consegue dizer quem é.

Muitas pessoas acham que se conhecem muito bem. Acham que estão perfeitamente resolvidos como seres humanos e que tudo sobre si mesmo é sabido por ela e imagina como agiria em várias situações. Eu só digo que tais pessoas estão é muito enganadas.

As pessoas acham que se conhecem bem por crerem que todas as situações possíveis que ela pode viver ela saberá como irá agir, como irá pensar. Além disso não somente se baseiam nisso, como também se calcam em o que os outros dizem sobre ela, o que ela estudou ou onde e com o que trabalha ou trabalhou. Ainda tem aquelas pessoas que se baseiam na família e local de onde veio, como suas "referências".

Falando inicialmente sobre saber como agir em todas as situações, eu afirmo que isso é impossível. Por mais criativo que você seja, não tem como afirmar que perante determinadas situações você irá agir de um modo ou de outro. Pode até ter uma ideia de como se comportaria, algo como uns 60 a 80% de precisão, chutando claro, mas tem momentos que os aquela situação te obriga a mover-se de um modo que não esperava.

Situações desse tipo pode ser para "bem" ou para "mal". Bem e mal entre aspas porque acredito que isso é uma visão muito maniqueista da vida. Ninguém é 100% bom ou mau, mas sim uma mistura de ambos, fora que o que é bom e o que é mau depende muito da sociedade e o tempo onde vivemos. Daí em um acidente, você pode se desesperar em uma situação que cria que teria controle, como também pode manter uma frieza sem igual, de modo que nunca esperava. De mesmo modo, ao ocupar um cargo importante você pode vir a ceder a corrupção para o bem pessoal ou simplesmente manter a segurança de sua família que fora ameaçada ou simplesmente ignorar as ameaças e agir como pensa, custe o que custar... Em situações inesperadas que descobrimos o quanto não nos conhecemos e passamos a nos conhecer melhor.

Sobre o que a pessoa estudou, trabalhou e onde nasceu, eu digo que isso está mais atrelado ao fato de ser muito mais simples aceitar que você é aquilo que os outros dizem que você é. De onde veio, o que estudou, o que trabalhou, e outros fatores mais "externos" é o que os outros podem ver. Quantas pessoas metem o que pensam sobre determinada coisa para serem agradáveis? Quantas ao ouvir um "como você está?" respondem com um falso sorriso um "tudo bem"? A sociedade necessita de mentiras, isso é a grande verdade.

Para vivermos em sociedade, precisamos usar máscaras, como já citei em uma postagem anterior. Mas ao usarmos as máscaras, muitas pessoas acabam se enganando e achando que ser ela mesma é ser aquilo que os outros observam. Mas note que aquela faceta que ela demonstra ainda faz parte dela, porém creio que ela seja muito mais que aquela faceta.

No final das contas, creio que ninguém pode afirmar com uma precisão de total que se conhece. Daí vir a afirmar quem é com precisão precisa de um tempo de reflexão. O mais interessante que muitas nem querem refletir sobre si mesmas por ter medo do que podem descobrir ou comprovar. Pois o ser humano não é feito apenas de virtudes, mas de defeitos e muitos defeitos que é difícil para muitos admitir que possuem, mesmo que seja para si mesmos.

Interessante que isso foi motivado por dois filmes que "assisti" ontem. O assisti está entre aspas porque eu ia ouvindo e as vezes vendo os filmes, logo não vi tudo mas assim que reprisarem verei. Um foi o O Caçador de Pipas e o outro foi O Diário de uma Babá. O primeiro é até bem conhecido mas o segundo, embora tenha um título um tanto estranho, é um ótimo filme.

Vou indo de deixando essa reflexão para cada um que ler esse texto até o final.

Sorte do dia by orkut: O pessimismo nunca ganhou nenhuma batalha

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sensualidade e vulgaridade

Já perceberam como tem gente que quer ser charmosa, sensual, sedutora ou simplesmente elegante e acaba caindo no ridículo ou na vulgaridade? É estranho perceber como tem gente que parece não ter um espelho sequer em casa e um pouco de bom senso u.u

Ontem fui para casa de uma amiga para me divertir um pouco conversando, rindo, comendo, bebendo e jogando WAR hahaha... Notei que nesses dias de folia esse tipo de coisa de tentar ser sensual e acabar sendo vulgar é mais comum XD

Vi gente que não teria condições de usar certas roupas, como uma senhora que seria mais velha que minha mãe, usando uma biquininho com uma blusa transparente por cima que dava para ver tudo dela. Nem preciso dizer que foi uma visão do inverno ç.ç

Também vi umas garotinhas bonitinhas e gatinhas que se vestiam de um jeito que, para mim, eram vulgares, ficando em vez de ser algo sensual algo vulgar e até tosquinho e engraçado. E note que não precisariam disso, mas na ânsia de serem sexies e chamar atenção, conseguem chamar atenção mas não bem por ser sexy...

Claro, para mim e para algumas pessoas que percebi que estavam no metrô as garotinhas era ridículas com suas roupinhas e jeitos de funkeiras (não preciso explicar o quanto gosto de funk e considero o estilo ridículo e vulgar né?), mas claro que sempre tem um cara mais necessitado que acha isso o máximo XDDD

Acho que é aquela velha história, enquanto houver quem ache coisas vulgares e ridículas legal, bonito e sensual, sempre vai ter gente exagerando ou caindo no erro de ser vulgar. Afinal, há gosto para tudo.

Mas isso também tem seu lado bom e otimista, pois significa que sempre existirá alguém que achará você lindo, sensual e charmoso! Como as vezes é bom ter gosto para tudo 8D

PS: Vejam como a sorte do dia tem a ver com o meu post anterior xD

Sorte do dia by orkut: Você não pode planejar o futuro pensando no passado