sábado, 11 de junho de 2011

Dragon's Crown

Esta semana a Vanillaware anunciou com o trailer abaixo o jogo Dragon's Crown para PS3 e o novo PSVita, sucessor do PSP, sendo um Adventure 2D lembrando bem jogos antigos, um prato feito aos saudosistas. Isso ocorreu durante a badalada E3 2011.


O jogo aparentemente foi bem recebido, com primeiras impressões agradáveis e bem comentado. Isso deve-se ao fato da empresa fabricante ter um bom conceito com seus jogos anteriores, como Odin Sphere e Oboro Muramasa (Muramasa: The Demon Blade), fora a Vanilaware foi fundada com pessoal do projeto Princess Crown para Saturn, então produzido pela Atlus. E é daí que começa o ponto interessante que vale comentar sobre o jogo.

Este seria uma continuação de Princess Crown, ou melhor, sequência em mesmo mundo, surgida ainda na época do lançamento do jogo para Saturn. Isso significa que a 13 anos esse projeto foi pensado para ser lançado para o Dreamcast. Outro ponto interessante é que George Kamitani, uns dos cabeças do projeto, trabalhou com a Capcom em Dungeons & Dragons: Tower of Doom. Não foi a toa que tive um sentimento de lembrança de Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara (o que mais joguei e por isso associei logo) quando vi o trailer de Dragon's Crown. Além disso tudo, é possível ver elementos de Golden Axe e The King of Dragons, jogos que Kamitani disse ser fã, fato citado aqui.

O jogo será um típico "hack-and-slash" 2D, com elementos de RPG presentes, provavelmente com escolha de habilidade e equipamentos, mas quem sabe venha mais do que isso? Os personagens são os típicos de um jogo, com dois porradeiros, dois com magias, um tanque e uma arqueira. Como ainda haverá modo online e provavelmente DLC's, este fator online também deve possibilitar que as influências RPG sejam mais perceptíveis, pelo menos espero isso. Além disso, a arte é agradável e particularmente bela para mim, como tem sido os jogos da empresa.

É muito agradável ver jogos como esse sendo anunciados ainda para 2012 (daqui a 1 ano praticamente, já que apenas para primavera do hemisfério norte do ano que vem), já que até algum tempo a tendência de tudo era seguir o caminho do 3D, ficando forçado em certos jogos e contextos inclusive. Mas o que me levou a postar aqui, além de ter gostado tanto do jogo pelos motivos citados, é que de fato o jogo caiu nas graças dos imageboards por aí. Do dia 8 até agora contabilizei mais de 90 imagens de artistas, com algumas inclusive muito boas, como a que coloco abaixo de Simosi, membro da TYPE-MOON. Claro que a Sorceress peituda, que tem inclusive o efeito "boing boing" visto no trailer, é a favorita de longe do povo, mas as outras duas personagens femininas também entram com fanarts, com a amazona estando logo em segundo lugar na preferência e a elfa em terceiro. Até 2012 muitos vários outros fanarts surgirão com certeza!

Pensamento do dia: Na verdade, a filosofia é nostalgia, o desejo de se sentir em casa em qualquer lugar. Friedrich Novalis

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Solidariedade - real e falsa

Solidariedade é uma daquelas palavras que embora seja ouvida sempre e com certa constância, é algo que nem todos tem a mesma definição. Muitos usam sinônimos como amizade, companherismo, comunhão, etc. Outros usam definição de ser aquele sentimento de ajudar o próximo. Segundo a Wikipédia, a solidariedade social é a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora.

O ponto interessante é que em todas as definições eu noto sempre uma referência ao "mais próximo", ou seja, um vizinho, parente, pessoas da mesma cidade, estado ou país. Recentemente, com o terremoto e o tsunami no Japão, eu se fosse positivista diria que esta idéia transcedeu o ponto local para ser global. Mas será que é verdade? Será mesmo que as pessoas são mesmo solidárias ou apenas se deixam levar pelo que é exibido na mídia para ficar com um falso sentimento de "eu ajudei alguém" e achar que é uma pessoa melhor por isso?

O ponto que quero chegar é que eu em minhas viagens de ida e volta pelas ruas, especialmente para o trabalho, noto que essa solidariedade não é bem assim como dizem por aí. Eu viajo constantemente de metrô e pego um ônibus que leva deficientes visuais, incluindo cegos mesmo, para o Instituto Benjamin Constant. Nesse percurso é até triste verificar que as pessoas, especialmente os mais novos, estão cada vez mais indiferentes com a dificuldade alheia. Cansei de ver cego atravessando o ônibus inteiro para que alguém desse lugar, sendo que adolescentes ocupavam o lugar destinado a estes. Mesmo que não ocupasse, custaria ceder o lugar? O mesmo ocorre com idosos. E não é apenas em ônibus, mas metrô também. E engana-se quem acha que está associado a classe econômica, pois noto isso tanto entre pobres quanto (até mais) em meio a mais ricos.

Daí vem a dúvida de o que adianta mandar dinheiro para um japonês do outro lado do mundo que você não conhece se aparece um idoso com dificuldade de locomoção e não cede sequer o seu assento? De que adianta mandar dinheiro para Criança Esperança se quando vê uma criança cega em um ônibus lotado não tem a capacidade de ceder seu lugar? Cenas assim que tenho assistido e ao ouvir notícias na mídia de que brasileiro é um povo solidário, sinto-me enganado. É muito mais fácil ser solidário com um desconhecido do que com alguém que está a sua frente e mostrando suas necessidade. É muito fácil ser solidário quando não precisa sair de sua zona de conforto e apenas descontar um dinheiro em sua conta bancária, enquanto quando precisa mexer seu corpo a coisa muda. Então deixo apenas a questão no ar de qual é a verdadeira solidariedade e qual é a falsa. Não entrarei no mérito de julgar, pois como expliquei no início, isso muda de cada um, mas eu sei bem para mim o que é ser realmente solidário e o que é apenas se enganar achando que é solidário. É bom ajudar, incentivo, mas é igualmente bom, ou até melhor, ajudar quem está ao alcance de nossos olhos.

Pensamento do dia: Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. Gabriel Garcia Marquez