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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O medo da solidão...

Uma das primeiras coisas que aprendemos quando vamos começar a estudar sociologia é que o ser humano é um ser social. Ele necessita estar em contato com outros de sua espécie para se sentir bem. Dizem que é por isso que as redes de relacionamento são sucesso por isso. Orkut, facebook, windows live e afins crescem com as pessoas procurando outras com certas similaridades e afinidades para se relacionarem, com a vantagem de não haver um limite físico, já que podemos estar em contato com pessoas do outro lado do mundo em tempo "quase" real (toda a informação tem um tempo de tráfego desde quando é enviada até ser recebida), tornando as coisas bem rápidas e dinâmicas. Entretanto pudemos avaliar que que esta mesma necessidade de se relacionar pode fazer muita gente a fazer ou aceitar coisas que não estavam muito afim de fazer, apenas para não estarem só. Ou seja, o medo da solidão.

Cansamos de ver, ler ouvir sobre adolescentes que fazem de tudo para estarem inseridos dentro de um grupo. Alguns que admitem serem humilhados ou passarem por "rituais de inciação" para ser aceito no grupinho. Outros que mudam comportamento, desde forma de se vestir a de agir apenas para estarem com os amigos que acham legais ou mesmo para ser popular. Alguns consideram normal e até saudável isto. Mas será que é apenas algo de adolescente?

Com o tempo percebi que o medo de estar sozinho leva muita gente adulta a se comportar com o modo que os outros esperam que ela se comporte para que seja aceita e não perca a amizade. Uns engolem sapos seguidamente, aceitando situações que no fundo não gostam de passar, apenas para que na sua mente a amizade continue e não se sinta só, mesmo que para o outro a visão seja diferente, seja porque tem uma visão diferente de amizade, seja porque simplesmente não considera a outra pessoa realmente sua amiga. Mas isso não é apenas com amizade, antes fosse...

Já cansei de saber de pessoas, homens e mulheres, não só mulheres como maioria pensa, que se sujeita a uma situação que a deixa infeliz apenas para que o relacionamento continue. Seja um simples namoro ou mesmo casamento. Pessoas que se sujeitam a ofensas, traições e até maus tratos somente para manter algo que pode existir apenas em sua mente. Só em pensar em está sozinho, sem alguém para dizer que é seu, algumas pessoas ficam amedontradas.

O medo de "estar só" fazem as pessoas a manterem relacionamentos que na prática são apenas de aparência ou de unilaterais, sem ter o retorno mínimo esperado. Esse medo seria umas dos "efeitos colaterais" da necessidade do ser humano de se socializar. Muitos dizem a velha expressão "antes só do que mal acompanhado", mas poucos levam tal expressão a sério. Preferem manter uma felicidade aparente do que uma real, já que nesse caso o relacionamento no fundo não a faz feliz mas estar com outros fazem esta pessoa achar que é feliz ou se enganar. Em nome do "estar com alguém", seja por amizade ou amor, muitas pessoas abrem mão da felicidade própria para dizer ou sentir que tem alguém a seu lado... Tudo afim de dizer com orgulho que não está só...

Pensamento do dia: Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um. Fernando Pessoa

quarta-feira, 22 de julho de 2009

AF - Andando Forever?!

Bem, como não fiz uma postagem sobre a Anime Friends 2009 na segunda em virtude da notícia recebida assim que cheguei, então irei fazer agora sobre o "evento". O que posso resumir desta AF é que andei, andei, andei e... andei muito!

Coloquei a palavra evento entre aspas porque na prática eu fui a São Paulo para ver e conhecer alguns amigos meus que não via a um tempo. Uns a apenas seis meses, outros a mais de dois anos sem vê-los. E ainda tinha aqueles que nunca havia conhecido também. Então a AF acaba mesmo sendo apenas uma desculpa para encontrar todos.

No sábado eu cheguei em São Paulo com meus amigos do Rio de Janeiro e encontrei com um amigo que iria dividir quarto de hotel na Liberdade e depois com uma amiga que morava em São Paulo mesmo. Ela ainda levou outra amiga dela que valeu conhecer, já que é gente boa. Daí eu e meus amigos fomos rodar na Liberdade até a hora da entrada no hotel e depois disto fomos para a Paulista simplesmente andar por lá. Mas andamos MUITO! Fomos de um lado para o outro umas três vezes pelo menos. Finalizamos o dia com uma janta na Liberdade em um restaurante japonês muito bom que já conhecíamos e vimos que planejando o que comer antes de sair pedindo sai bem mais barato. Interessante que presenciei o que um artista havia dito antes na TV, de que quando viajamos vivemos para comer, pois mal acabamos de tomar o café da manhã pensamos onde vamos almoçar e por aí vai...

No domingo foi a ida ao evento de verdade. Logo pela manhã, mesmo com um tempo frio, dois ônibus lotados deixamos passar no ponto da Liberdade para o evento. Só no terceiro ônibus que entramos e foi uma viagem até tranquila. Chegando no evento uma fila enorme que depois de meia hora havia dobrado. Muita gente mesmo para comprar na hora. Mas até que tava bem organizada a entrada e acabei entrando pouco antes do meio dia no evento, mas esperamos dentro das dependências do Mart Center já que a Yamato usou a bela ideia de colocar a fila para dentro e ir dobrando-a.

Dentro do evento em si não parei em momento algum, sempre me comunicando com um monte de gente que queria ver através de mensagens de celular. O evento estava até legal, mas sem grandes atrativos para mim, com excessão dos cosplays, que gosto muito de assistir, mas como dito antes, mal parei. Mas nem reclamo, pois ver amigos vale muito mais. Conheci umas pessoas legais como uns amigos de uma amiga minha que achei bem legais.

O evento só teve um grave problema que notei: falta de banheiro! Para homens banheiro químico é uma boa saída, mas para mulheres não. Mas mesmo assim deve-se considerar que estes banheiros não podem ser usados como padrão, apenas para escape do excesso. As mulheres chegaram a encarar uma fila de quase uma hora para poder usar um mísero banheiro. Creio que um evento que se destina a várias pessoas ficarem em seu interior por várias horas os banheiros devem ser considerados prioridades. De resto, o visual underground do lugar até passava, pois o espaço compensava.

Por fim, o evento em si é um ponto de encontro para pessoas de vários lugares do país se encontrarem. Seria muito mais proveitoso se marcássemos de andar por São Paulo por exemplo, sendo mais divertido e barato até, mas com certeza muitos acabariam furando, então ainda vejo sentido em ir para eventos assim para justamente encontrar os amigos. No final das contas valeu muito a pena a ida até São Paulo, foi muito proveitoso.

Detalhe que passei 16 horas no sábado e umas 14 horas no domingo direto, acordado e andando e só senti o cansaço mesmo na final do domingo, quando meus pés estavam até latejando de tanto andar, mas creio que foi agravado por andar com mochila, pois se andasse sem ela estaria mais inteiro hahahaha...

Sorte do dia by orkut: A melhor maneira de se encontrar é se perder em benefício de outros