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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Onuris "Guia das Lâminas Invertidas"

Eu escrevi uma história para um personagem que irei usar em um RPG de Lobisomem, Apocalipse mestrado por uma amiga no fórum de RPGs Storyteller Bloody Angels e a história deste Garou da tribo Peregrinos Silenciosos e um Theurge, augúrio definido pelos nascido sob a Lua Crescente. Como gostei muito da história decidi postar aqui para compartilhar com vocês. Ainda vou jogar e é a primeira vez que jogo Lobisomem, mas já gostei muito do que li nos livros básico e da tribo. Enfim, sem mais enrolações, já que a história é longa, divirtam-se com a narração de uma terceira pessoa (eu) sobre a vida de Onuris, outrora conhecido como Pierre.

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Pierre Guiscard Bahadur, um rapaz marroquino filho de uma bela francesa de pele clara e cabelos loiros bem claros chamada Isabelle Guiscard com um marroquino de bela aparência, pele morena e cabelos negros chamado Faiz Bahadur. Pierre sempre fora um jovem um tanto introvertido, ficando sempre na sua em meio a outros. Gostava de analisar o comportamento dos colegas mas evitava muita interação. Sempre gostava de história e geografia, além de adorar pesquisar sobre mitos antigos, lendas esquecidas e se interessava pelo sobrenatural também. Seus gostos exóticos despertavam interesses por parte de alguns colegas, alguns curiosos, outros com medo e aqueles que não gostavam dele apenas por ser... diferente. O porte físico de Pierre nunca foi assustador, mas era do tipo saudável, mas pelo seu estilo, poucos percebiam isso. Embora Pierre evitasse brigas, quando eventualmente entrava em uma, era certo um colega ir para a enfermaria. Chegou a ser suspenso três vezes por quebrar partes do corpo de seus colegas que sempre começavam a briga jogando seus livros no chão e agredindo-o. Tirando a sua força inesperada, nada era estranho em Pierre até a puberdade quando começou a ter mais pêlos que o normal para um marroquino de sua idade. Seu pai cria que era herança da parte de sua mãe e sempre fazia esse tipo de piada. Realmente a família de Isabelle tinha homens muito peludos, mas o fato que seu próprio pai tinha mais pelos que o normal, mas nada demais. Provavelmente, concluia Pierre, era a combinação que resultou nisso. Por fim desistiu de andar com “cara limpa” e adotou o estilo de “barba por fazer”. Passou a se interessar por armas brancas e passou a colecioná-las.

Mas o mais estranho durante a puberdade, após seus 14 e 15 anos, foi o início de sonhos com espíritos, ouvir sons estranhos, ver vultos e sentir calafrios. Inicialmente eram eventos ocasionais, isolados que daria a entender ser simples e pura imaginação. Entretanto com o passar do tempo tais eventos foram ficando cada vez mais comuns e ele passou a considerar-se o que os outros chamam de pessoa “sensitiva”. Pobre garoto ingênuo... Pobre Pierre...

Ele na verdade ignorava o fato de ser bisneto de um grande guerreiro garou conhecido como Ruh Bahadur em meio a sociedade humana, mas conhecido como “Terror Prateado das Sombras”, um guerreiro da tribo dos Peregrinos Silenciosos que, segundo consta alguns, chegou a ajudar Van Hellsing contra Drácula, dentro outros feitos realizados ao sul da Europa. Faiz era filho de Abdul, que era filho de Ruh, mas este nunca contara a verdade a seu filho preferindo ser apenas considerado um pai ausente. Assim Abdul nunca contara muito a Faiz sobre seu avô. Assim, mesmo que questionado pela curiosidade sempre marcante por histórias do passado da família de origem provavelmente egípcia, Faiz nunca pode responder com precisão os questionamentos de seu filho. Por outro lado, a família Guiscard tinha uma herança antiga de garous sem grande projeção na sociedade garou. Mas o sangue de dois parentes, acabou que Pierre era um garou e nem ele nem sua família sabia da verdade.

Entretanto havia alguém que sabia. Era Amin “Olhos de Falcão Noturno”, um Theurge que sabia da herança genética da família de Bahadur e esperava ver em sua linhagem alguém que levasse o sangue nobre que outrora trouxera momentos vitoriosos a Gaia. Amin esperava que Gaia trouxesse novamente um herói que ajudasse a reverter a situação que se encontrava o mundo atual. Em segredo acompanhou o Faiz e em sua juventude e depois voltou a acompanhar os passos de Pierre, em nome de algum sinal de que fosse um garou. Entretanto o tempo passava e só haviam para ele sinal de que Pierre era um parente bem ligado as origens garou, mas nada além disso... Mas todos cometem erros, até os garous...

O erro de identificar em Pierre o sangue garou antes de outros resultou que em uma noite de lua crescente, quando Pierre havia, como de costume, ficado até tarde na biblioteca, praticamente sendo expulso para que a mesma fosse fechada, e já retornava tarde para casa quando deparou-se com ela tendo chamas no seu interior. Correu para salvar seus pais, quando foi bloqueado por um homem saindo da sua cass que vestia-se de preto e usava uma espécie de capa ou sobretudo, igualmente preto. Enquanto as chamas consumiam mais ainda a casa dos Bahadur, Pierre pode notar claramente no braço direito do homem a cabeça de seu pai decaptada. Ainda em choque, Pierre notou que o mesmo homem arrastava pelo lindo cabelo de sua mãe o corpo dela que sangrava com o ventre dilacerado e o vestido rasgado. Foi neste momento que Pierre se atentou para o rosto do ser e percebe um riso irônico ornamentado por presas similares aos vampiros que havia lido em livros sobre mitos. Da boca dele escorria sangue fresco. Foi então que o homem abriu a boca e falou:

- Hummm... Embora seja linda, sua mãe não tem um sangue tão delicioso quanto de seu pai... Isso sim é um sangue de heróis! Será que o seu é mais gostoso ainda?

Finalizou lambendo os lábios e arremessando a cabeça de Faiz longe. Este foi o último movimento que Pierre se lembra. Após isto, seguiu-se momentos que ele não consegue até hoje lembrar-se e, para ser sincero, creio que ele não deseja lembrar-se... Momentos de fúria intensa provavelmente foram o que vieram ao ser de Pierre. Testemunhas dizem terem ouvidor gritos amemdrontados de um homem e sons de um monstro. Creio que pela fúria da cena vista, pelo fato de ser um vampiro e pelos relatos, o que ocorreu foi que Pierre teve sua primeira transformação momentos antes de o vampiro atacá-lo. Isto provavelmente surpreendeu o vampiro, pegando-o de surpresa e frente a atrocidade de um Crinos enfurecido, ele nada pode fazer a não ser gritar de pânico, pois seu destino estava traçado pelas garras da fera insandecida a sua frente. Dizem que após os sons, um silêncio mórbido perdurou até um uivo ao mesmo tempo assustador e triste ser ouvido. Ninguém teve coragem de sair de casa e assim a casa dos Bahadur foi consumida por inteiro. Na manhã seguinte só foram encontrados os corpos de Faiz, que estava decaptado e com marcas de batalha, e de Isabelle, dilacerado e com marcas de violência sexual. Ao redor deles apenas marcas de sangue e poeira grossa como de um corpo cremado. Creio que já podemos entender o que aconteceu com o vampiro, certo? Deve ter sido despedaçado e após isso, virou pó ao raiar do sol.

Pierre só se lembra de ter acordado em um pequeno parque na periferia de Marrakech, distante de sua casa que ficava em Meknes. Estava completamente nu e foi acordado por um homem negro, careca, de feições serenas mas que transmitia força e confiança. Ele estendeu seu manto sobre Pierre e disse que o levaria aonde os seus semelhantes estariam próximo.

Assim Pierre passou a conhecer mais sobre sua linhagem, quem fora Ruh, ou melhor, “Terror Prateado das Sombras”. Foi apresentado a um grupo de Peregrinos que tinham costume de passarem pelo Marrocos, e passou a companhá-los em sua trilha que não era longa, ia apenas do Marrocos a Argelia, sempre pelo norte da Africa. Passou assim a conhecer mais sobre quem era e a que se destinava sua vida. Como quem olha um quebra-cabeças depois de montado pela primeira vez, assim se sentia Pierre. Tudo que viveu e sentiu fazia sentido agora. Inclusive e desgraça que abateu sobre sua vida até então “normal”, provavelmente era algum vampiro de um clã que fora castigado por seu bisavô e depois de muito pesquisar encontrou a descendência dele. O jovem sentia-se renascido pouco após completar seus 17 anos de idade, fato ocorrido no momento da desgraça de sua família.

Com o tempo Pierre passou a controlar a Mudança, a lidar melhor com os espíritos e a entender toda a curiosidade que possuia pelo sobrenatural, místico, mitológico e histórico. Tudo era um anseio natural de seu augúrio. Passou a compreender melhor o que um Theurge representa não só para os Peregrinos, mas também para todos os Garou. Por fim passou a entender melhor as outras tribos segundo a visão dos Peregrinos. Foi então que Amin “Olhos de Falcão Noturno” considerou que Pierre estava apto a passar pelo Ritual de Passagem...

Primeira parte do Ritual de Passagem consistiu em entregar uma mensagem puramente falada de onde estava no momento, entre Safi e Marrakech, até o a fronteira da Argélia, próximo ao rio Qued Dráa. A mensagem em si não era grande, mas o trecho a ser percorrido era grandioso, com trechos montanhosos a serem ultrapassados em curto espaço de tempo. Com toda a dificuldade, Pierre demonstrou sempre grande força de vontade e ao chegar ao destino, sem titubiar passou a mensagem completa a outra seita a que se destinava. Tendo um espírito Coruja invocado pelo próprio Amin, Pierre conseguiu atingir o objetivo e retornar dias depois. Havia passado a primeira etapa de sua passagem.

O segundo ato do Ritual de Passagem consistia em ajudar um fantasma com algo não resolvido. O espírito invocado por outro Theurge que estava na seita era um combatente marroquino morto em combate durante a Segunda Guerra. O espírito estava penalizado por não ter dito o que desejava a sua filha quando ainda era vivo, indo brigado por motivo besta para a guerra e nunca mais retornado. Após primeiros contatos com o espírito, Pierre percebeu que ele estava sendo sincero. O segundo passo seria saber se a sua filha estava viva ou não. Utilizando o Ritual da Pedra Caçadora que Amin havia lhe ensinado, Pierre soube onde a filha se encontrava e decediu investogar seu paradeiro. Após algum tempo de investigação ele encontrou o endereço da filha do fantasma, sendo que ela estava viva ainda. O acordo firmado com o fantasma foi que Pierre escreveria uma carta onde usaria termos e palavras que só o finado saberia e depois entregaria pessoalmente na caixa do correio da mulher. Assim foi feito e o fantasma se satisfez com o resultado, podendo descansar. Estava concluída a segunda etapa do Ritual.

Com a última etapa a iniciar-se, o grupo decidiu caminhar até onde estaria vivendo um vampiro arruaceiro. Não era do tipo mais astuto, mas ainda assim era um vampiro que vivia a mais tempo que o próprio ancião do grupo. Cabia a Pierre eleminá-lo usando tudo que aprendera. Escolheu um par de kukris como armas principais, das quais já estava meio acostumado a usar uma vez que frequentemente treinava com elas, e partiu para caçada da cria de Wyrm. A caçada não foi simples mas Pierre não caiu no erro de subestimar o adversário. Esta foi a etapa mais longa do ritual, pois o vampiro sabia se misturar a multidão e a complicar a sua caçada com este fator. Entretanto, com uso de investigação detalhada, Pierre conseguiu encurralar o vampiro em um beco da cidade de Oujda. Com uma batalha um tanto complicada, já que mesmo tendo o físico vantajoso de um Garou, Pierre não era bem o tipo acostumado a batalhas. Sem nenhuma cicatriz profunda, Pierre conseguiu cravar uma kukri no peito do inimigo e por fim arrancá-lhe a cabeça com a outra kukri. Amin apareceu logo após a conclusão da caçada com um sorriso animador no rosto. O Ritual de Passagem estava concluido finalmente.

Era agora a hora do rebatismo do jovem. Pierre deixaria de se chamar Pierre Guiscard Bahadur para ser chamado de Onuris. Este seria o seu Nome de Lembrança com o significado que seria aquele que trás alguém de volta, uma alusão ao sangue do herói que corria em suas veias e que resultou na descoberta do jovem Garou de certo modo. Como Nome de Mérito Onuris seria também chamado de “Guia das Lâminas Invertidas”, onde o Guia era em referência a atitude de guiar o espírito para o descanso e Lâminas Invertidas era devido a preferência clara de Onuris por kukris e por sua desenvoltura em batalha com elas. Assim nascera Onuris “Guia das Lâminas Invertidas”.

Após o Ritual e seu novo batismo, Onuris passou a caminhar por um ano com Amin. Eles tomaram inicialmente o mesmo caminho indo pelo norte da África, passando rapidamente pelo Egito e subindo o Oriente Médio destino a Europa. Ali Amin teve que se dividir do caminho que tomara com Onuris, mas prometeu o encontrar depois, já que sabia o destino de Onuris.

No momento Onuris encontra-se na França, mais especificamente em Paris, caçando informações sobre um provável vampiro estar atacando pela periferia da Cidade Luz. Realmente... Esse jovem é um visionário que luta por Gaia...

E aqui termina o meu relato sobre Onuris e espero que tenham gostado da leitura.

Pensamento do dia: Conhecer os outros é sabedoria. Conhecer-se a si próprio é sabedoria superior. Lao-Tsé

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ragnaerist - A Era da Divisão

Como devem ter percebido, estou sem postar aqui devido a falta de tempo. Ia postar no domingo mas infelizmente encarei outra falta de energia elétrica e depois, como não queria fazer mais uma postagem de reclamação, preferi não postar mesmo, para postar um assunto mais descontraído. Assim, vou dar prosseguimento ao cenário que estou desenvolvendo para um uso futuro, Ragnaerist, contando agora um pouco mais de cada nação criada após a queda de Cynedom. São ideias superficiais de propósito pois irei me aprofundar em cada uma em outro momento na descrição do cenário, já que esta parte é apenas histórica. Espero que gostem de conhecer o Império e a Federação.

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Durante o final de Cynedom, o governo e o povo estavam divididos entre aqueles que apoiavam mais as ideias de liberdade, menor controle e tendiam ao caos, seguindo os Eotens e aqueles que apoiavam um governo mais controlador em prol da segurança e estabilidade, com mais leis e ordem, seguindo os Sundors.

A crise chegou a um patamar que não havia como haver união entre povos com ideologias socio-políticas tão diferentes. A solução encontrada foi a sugerida por Qasim Lorelei, um Alfar de ideologia bem rígida sobre governar. Achava que Cynedom não estava mais dentro das espectativas de seu povo e declarava que os que desejassem mais ordem no Mundo deveriam separar-se e fundar um novo governo, um Império de leis rígidas. Muitos Alfar e Dvegar logo gostaram da ideia que se espalhou rapidamente. Muitos Middrar também simpatizavam com esta ideia de um governo mais rígido que impedisse crimes e os punisse com mão pesada. Embora poucos comparados com os anteriores, haviam Dokkar e Jotnar que concordavam com tais ideias, já que a divisão era ideológica e a ligação racial não era tão forte quanto antes. Por outro lado haviam ideias espalhadas por Astridr Chernosiwa, uma Dokkar, defendiam que Cynedom estava cada vez mais autoritário e tendendo para o lado dos Sundors e seus ideais. A solução apontada por ela era de fundar uma Federação onde os povos poderiam se dividir em pequenos Estados e assim ter suas culturas locais sem se preocupar em uma homogenização coletiva a nível de nação. Abraçaram estas ideias muitos Dokkar e Jotnar, sendo bem aceito também por uma boa parte dos Middrar, assim como alguns Alfar e Dvegar que não precisavam abrir mão da sua liberdade em nome de uma segurança maior.

Com os acontecimentos surgindo, a morte de Pietro Di Francis, descendente do segundo rei de Cynedom, escolhido por alguns esperançosos acreditarem que ele poderia manter Cynedom unida, o reino entrou em outro impasse de escolha de rei, mas desta vez com acalorada discussão de reformas das obrigações e direitos dos cidadãos de Cynedom. A sala de reuniões viveu momentos de discussões que cuminaram com uma briga generalizada entre os eleitos pelos comuns. Este evento desencadeou uma guerra interna que resultou na divisão e no fim de Cynedom.

Ao final da guerra, aqueles que defendiam a criação do Império, praticamente metade dos cidadãos de Cynedom, foram para as terras do leste. Lá fundaram o Império Lorelei, em homangem ao seu idealizador, mas ficando mais conhecido apenas por Império, passando a adorar oficialmente os Sundors.

Já os defensores da fundação da Federação se deslocaram para as terras do oeste, lar dos que adoravam os Eotens. Lá passaram a outra metade dos habitantes de Cynedom. A Federação Chernosiwa recebeu este nome também em homangem a sua idealizadora, mas de modo similar ao Império, era conhecida mais como simplesmente Federação.

Novamente o Mundo estava dividido entre os que seguiam os Sundors e os que seguiam os Eotens. Estes deuses, tendo tal situação, passaram novamente a estar claramente presente na vida dos mortais, compartilhando e até mesmo interferindo em suas vidas finitas...

O Império

O Império Lorelei ou simplesmente Império estava localizado no leste. Terras altas ao sul, com uma extensão das planícies centrais ao centro tornando-se um planalto com densas florestas conforme evoluia para o norte. Assim era a região com alguns rios que vinham das montanhas, banhando a região mais ao norte, alimentando a vegetação. Originalmente estas regiões foram os berços dos Alfar e Dvegar, agora a maioria destes estavam de volta, com novos companheiros. A capital do Império, batizada de Lorelei, foi criada no centro da planice que ficava entre a região montanhosa e a área de floresta. Nesta cidade foi erguido um imenso castelo, onde o Imperador governava o seu império com mão de ferro.

A palavra do imperador era suprema, mas ele não governava sozinho na prática. Ele contava com um Conselho de Nobres para auxiliar nas legislação do império. Este mesmo conselho servia de guia de parâmetros de gestões administrativas, pois representavam os líderes de cada tribo legítima antes mesmo da fundadação de Cynedom. Cada líder recebera o título de conde e conforme o tamanho de seu condado sua influência era maior. Como os Dokkar e Jotnar eram minoria no Império, suas vozes eram menos ouvidas, tendo apenas 2 representantes legítimos para cada raça no conselho de 25 nobres. Cada condado tinha sua própria milícia treinada para segurança e aplicação das leis, agindo como polícia. Entretanto, em caso de necessidade estes da milícia deveriam servir ao Império auxiliando as forças imperiais, um exército de elite que era treinado para eventuais guerras entre o Império e a Federação.

Muitos templos aos Sundors foram erguidos, com o maior deles localizado em Lorelei e destinado ao Sundor mais poderoso e considerado líder de todos, Odin. O templo ficava no setor oeste da cidade, enquanto o castelo do imperador localizava-se no setor leste. Pelo poder de Odin, muitos consideravam que o seu templo deveria ficar diante de uma possível ameaça da Federação, que com certeza viria do oeste. Assim Odin estaria protegendo e bloqueando o acesso de inimigos ao trono do imperador.

Além de Odin, outros Sundors eram bem influentes, com vários templo de tamanhos medianos e pequenos espalhados pelo Império. Os mais notórios depois de Odin eram Vishnu, Moradin, Khalmyr e Athena. Haviam inúmeros outros Sundors, alguns que eram quase como deuses de uma família ou de um grupo particular, com poucos adoradores. Mas o fato era que os deuses estavam mais presentes que antes, com inclusive algumas aparições diante de seus adoradores. Todo o início de ano Odin se fazia presente em seu templo para dar a benção sobre o imperador pessoalmente. Os Sundors já faziam parte da vida dos cidadãos imperiais...

A Federação

A Federação Chernosiwa ou simplesmente Federação, estava localizada na região oeste do Mundo. Ao norte havia uma grande região insular, com várias ilhas e alguns lagos localizados na parte norte da extensão da planice central para o oeste. Uma vegetação variada era encontrada nesta área norte, com uma vegetação típica de padraria indo para o sul pela planície, tornando-se savana e logo encontrando o temido deserto que seguia pelo sul até encontrar a região de vulcões, incluindo vulcões marinhos que chegavam a formar um ilha devido a seus tamanhos.

Esta região fora outrora berço dos Dokkar e Jotnar, respectivamente ao norte e ao sul, agora haviam Middrar e alguns Alfar e Dvegar com eles. Afim de comportar todos, a capital chamada de Chernosil, ficava localizada sobre a extensão da planície central. Nela era localizada o Parlamento, de onde era eleito o Primeiro Ministro, que representaria a Federação. Ele era eleito por cada representante de cada estado que compunha a Federação, chamados de governadores, que eram eleitos pelo povo. Independentemente de tamanho de seu estado, cada governador possuia o mesmo valor de voto e de voz dentro do Parlamento. A menor presença de Alfar e Dvegar no parlamento dava-se apenas por questão estatística, já que eram minoria perante as outras raças na Federação. Com 55 estados, a Federação geria administrava tudo mediante reuniões no Parlamento e cada estado possuia certa autonomia perante a Federação, tendo alguns compromissos básicos de sustentabilidade da nação.

Cada estado possuia uma guarda para atuar como polícia e aplicar as leis vigentes no estado e esta não era obrigada a fornecer pessoal para o exército federativo. Em caso de guerra, eram aceitos voluntários, mas que trabalhariam apenas como suporte. O exército possuia um bom contigente, boa parte devido ao salário atraente, mas havia uma seleção rigorosa para ingressar no serviço militar, selecionando apenas os melhores para uma eventual guerra contra o Império.

Os Eotens eram bem presentes na vida dos cidadãos da Federação, com vários templos espalhados pelos estados, com o maior templo localizado nem Chernosil, este dedicado ao senhor dos Eotens, Lokki. Além de Lokki, Shiva, Ares e Dhaos eram bastante celebrados pela capital e pelos demais estados. Assim como os Sundors, ainda haviam inúmeros Eotens, com alguns adorados por grupos específicos em particular, sendo bem desconhecidos da maioria. E de igual modo a seus co-irmãos, os Eotens também estavam presentes entre os mortais. Lokki no meio do ano aparecia perante o Primeiro Ministro para abençoá-lo e abençoar os integrantes do Parlamento. De igual modo os demais Eotens chegavam a conviver com os federados e chegavam a influenciar suas vidas de maneira clara. Assim os deuses fortaleciam suas influências sobre os mortais...

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Espero que tenham gostado desta rápida explicação de cada nação. Na próxima postagem será contada a parte final do que é chamado de história do cenário, com a Era do Ragnarök. Nela que contará como desencadeou a guerra entre os deuses e como ocorreu o sumiço deles. A aventura o cenário será poucos anos após o Ragnarök e isso que será o grande gancho para aventuras.

Pensamento do dia: As opiniões reproduzem-se por divisão, os pensamentos, por germinação. Karl Kraus

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ragnaerist - A Era de Cynedom

Dando prosseguimento as postagens do cenário de RPG que estou desenvolvendo, chamado de Ragnaerist, agora entrarei no que chamo de História do Mundo. É um apanhado de acontecimentos que realmente estão catalogados e não são apenas mitos ou lendas. Aqui segue a Era de Cynedom, um grande reino que durou um bom tempo com muita prosperidade, até que começou a ruir e te seu fim, dividindo-se em duas grandes nações. Espero que apreciem esta parte do cenário com mais texto e apenas o escudo de Cynedom que eu mesmo construi no Photoshop usando shapes básicas.

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Os registros históricos mais antigos narram que as cinco raças inicialmente viviam de forma um tanto isolada uma da outra. Alfar e Dvegar viviam na região leste, com Alfar no nordeste e Dvegar no sudeste. Já Dokkar e Jotnar viviam na região oeste, com Dokkar ocupando a área noroeste e Jotnar a área sudoeste. Os Middrar habitavam a região central. Estes eram os que tinham maior contato com as demais raças.

Com o passar dos anos, os habitantes do Mundo começaram a crescer, especialmente os Middrar. Sua população crescia muito mais que as outras raças. Isso levava a uma expansão natural de território ocupado o que acabou por fortalecendo e ampliando sua tribo. As demais raças se expandiam em ritmo menor, mas constante.

Mesmo uns tendo ideologias mais ordeiras e outras mais caóticas, havia certo entendimento cordial. Isso ajudou aos Middrar, que se davam bem com todas as demais raças, a propor uma união entre as raças sob uma única nação. Isso uniria as tribos e daria uma sustentabilidade maior a todos. Com apoio inicial de Dokkar e Alfar, Jotnar depois concordaram e os últimos a cederem foram os Dvegar. Assim surgia Cynedom, conhecido como O Reino de Todos.

Cynedom seguia uma lógica de um rei decidido por um grupo de príncipes, um de cada raça, dentre um grupo de cidadãos eleitos pelo povo. O rei permanecia no poder até sua morte, mas seu legado não era herdado para seus descedentes, e sim escolhido outro perante o mesmo sistema. Além disso, se houvesse dúvidas sobre a integridade do governo do rei, tanto o conselho de príncipes quanto o grupo dos eleitos pelo povo poderiam contestar suas ações e em último caso pedir sua abdicação do trono.

Basicamente todo o sistema de regimento era composto de uma parte de nobre e por outra de cidadãos comuns, fosse na criação de obrigações e direitos ou na sua execução e julgamento. Todos participavam e o sistema agradava a todas as raças e a todas as ideologias. O rei era a figura icônica de tudo isto, pois era escolhido por nobres, sendo de origem comum.

O primeiro rei de Cynedom foi Neil Cináed. Rei Cináed era um Middrar e fora um dos progenitores da ideia da criação de Cynedom. Todos concordavam que ele seria mais que digno em administrar o reino e realmente não decepcionou seu povo, levando Cynedom a uma era de glória durante seu governo. Em pouco tempo cidades foram construídas em meio a cidadelas mais rústicas. Estradas ligando várias partes do Mundo foram criadas ou iniciadas, sendo continuadas nos reinos que se seguiram. Um legado que Neil deixou para quem o seguisse foi uma extensa e complexa estrutura de obras que ele sabia que em toda sua vida não seria possível de serem concluídas. Seus predecessores deveriam levar a diante aquilo que julgassem necessário para que Cynedom crescesse e concedesse a seu povo o que houvesse de melhor e mais confortável. Rei Cináed governou por 31 anos, subindo ao poder com 56 anos e vindo a falecer ainda lúcido mas debilitado pela idade com 87 anos.

Após rei Cináed, seguiram-se: rei Edmund Di Francis, um Middrar que seguia a ideologia de Cináed e governou por 35 anos; rei Harlan Goizargi, um Alfar que tinha fama de justo e de bom coração, governando por 44 anos; rei Tyr Laszlo, um Dokkar que era considerado bom administrador e eficiente, mas dizem que foi eleito mais para agradar os Dokkar que não haviam estado lá muito alegres de serem governados por um Alfar por mais de 40 anos, mas rei Tyr governou até mais tempo, 50 anos.

Após rei Tyr, instaurou-se um impasse, pois no grupo de eleitos haviam mais Middrar que componentes das demais raças, sendo natural que um destes fosse escolhido rei. Entretanto o conselho dos príncipes estava já pensando em um representante dentre os Jotnar ou Dvegar para governar Cynedom. O impasse foi resolvido quando o príncipe Erhard Fearghal, que representante dos Jotnar leu em reunião com o grupo dos eleitos o livro de direitos do povo de Cynedom. No trecho recitado por Erhard era explícito que qualquer cidadão de Cynedom era igual perante os demais, independente de ideologia, raça ou deus a que seguisse. Isto acabou enfraquecendo o desejo de um rodízio de raças no poder que o conselho dos príncipes queria. Dizem que Erhard era contra este acordo por considerar que não poderia preterir um “incompetente” perante um “competante” apenas por um acordo firmado previamente e que na verdade os Jotnar não gostavam muito da vida burocrática e estavam insatisfeitos com um provável rodízio que obrigaria um deles a ocupar o trono. A saída encontrada por Erhard foi a leitura do livro.

Após o impasse, rainha Justine Seraphin, uma Middrar, assumiu o trono e continuou a era de ouro das raças. Governou por 42 anos um reino de prosperidade mas já menor que antigamente. Ao final de seu governo iniciou-se a queda de Cynedom.

Já no governo da rainha Seraphin os índices de criminalidade estavam elevando-se e havia certo sentimento de insegurança da população, além de insatisfação, pequena, mas presente devido a queda da prosperidade do reino. Assim, após anos vivendo apenas com a sutil intervenção dos deuses, o povo passou a desejar mais presença de seus deuses, crendo que eles poderiam ajudar a resolver os problemas de Cynedom.

Ouvindo o clamor do povo, os deuses passaram a ser mais e mais presentes nos governos que se seguiram. Entretanto o resultado não foi bem o esperado...

A maior presença dos deuses em meio ao povo na verdade acirrou em alguns os desejos mais ligados aos seus ideais originais de ordem ou de caos. Além disso, os crimes continuavam, a prosperidade diminuia e diferença social entre nobres e comuns era cada vez maior. Com o tempo foi necessário aumentar o controle sobre a população para que os crimes fossem reduzidos. Mas nada foi feito quanto aos outros problemas. Além disso, as leis mais rígidas e controle sobre a população maior levavam alguns a acreditar que os Sundors estavam tendo previlégios dentro do governo. Alguns dos eleitos também não gostavam de como as coisas estavam se encaminhando, pois achavam que o governo estava ficando excessivamente controlador. O contra-argumento dado pelos defensores, especialmente os nobres, vinham de que não poderiam deixar os crimes, especialmente os roubos que eram mais comuns, permanecerem como estavam. Os que seguiam os Eotens não estavam satisfeitos e obviamente seus deuses também não. Haviam acusações de influencia mais do que devida por parte dos Sundors na vida dos mortais, enquanto os Eotens eram acusados de incitar seus seguidores contra os Sundors e os seguidores destes.

A instabilidade política e social era enorme e o caminho que Cynedom tomava era um sem volta. Haveria uma divisão eminente no reino. Assim, após 115 anos, três governos após o da rainha Seraphin, Cynedom conhecia o seu fim, sendo dividido em dois. Terminava a Era de Cynedom e iniciava-se a Era da Divisão...

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Bem, aqui termina mais um trecho do cenário e espero que esteja agradando. Na próxima postagem vai ser sobre o que chamei de Era da Divisão, onde mostrarei a criação de duas nações que seguiam filosofia de vida distintas.

Pensamento do dia: O mundo não poderá tomar um novo caminho se não conseguir uma união íntima da técnica e da moral. Theodor Plievier

domingo, 20 de dezembro de 2009

Avatar

Depois de mais de uma semana sem postar aqui, agora estarei mais presente, já que estou aproveitando o curto recesso de final de ano. E já comecei aproveitando ontem, quando fui ver o filme Avatar de James Cameron, que não deve ser confundido com o desenho de mesmo nome que passa na TV. Simplesmente não tem nada a ver e é bom deixar claro vendo inclusive este trailer aqui.

O filme é simplesmente maravilhoso. Um épico muito bem feito, onde não vemos somente efeitos especiais, que de tão bem feitos chegamos a esquecer que são seres criados em computação gráfica, mas também um ótimo enredo e com personagens cativantes. E ainda pude desfrutar da experiência de ver em 3D, simplesmente maravilhoso mesmo.

A história se passa em um outro planeta, chamado Pandora. Nele existem seres que o habitam e são conhecidos como Na'vi, humanóides com pele azul, orelhas e feiçoes felinas e rabo (chegam a lembrar o que seriam um Shifter de pele azul em D&D). Os humanos desejam onquistar Pandora para explorá-lo e há um certo clima nada amigável para ambos os lados. Através do trailer mesmo pode-se já perceber que o nome do filme vem de um projeto em que o protagonista Jake Sully tem a possibilidade de usar um Na'vi criado em laboratório pelos humanos para fazer um tipo de conexão virtual com o ser, que eles chamam de seu avatar. O nome não é nada mal, já que originalmente vem da ideia de uma divindade se materializar em meio aos mortais e em jogos online seria o personagem que representa o jogador.

Com músicas bonitas e bem empolgantes, além de um visual muito lindo, o filme é agradável e mal se percebe o tempo passar. Interessante que o mesmo em determinado momento mostra que o que nos é apresentado é somente um pequeno espaço de um mundo bem maior, com grandes possibilidades. Não é à toa que cheguei a pensar em várias possibilidades de jogar um RPG ambientado nesse mundo. E creio que Cameron e os demais envolvidos pensaram nisso mesmo tanto que criaram uma Pandorapedia, uma espécie de wiki para o mundo deles. É ainda BEM inicial, mas creio e espero que se expanda com o tempo. Seria um cenário bem rico de se interpretar. Mas já existe o jogo do filme disponível nas lojas, inclusive no Ponto Frio, para PS3, XBOX 360, Wii e PC. O jogo segue o estilo adventure com elementos de jogos de tiro em primeira pessoa, com possibilidade de jogar do lado dos humanos ou dos Na'vi e tendo suporte multiplayer. Está 99 reais pelo que percebi a versão para PC, ou seja, nem está caro assim. Só que pelos vídeos não achei algo que me atraia no momento.

Durante o filme identifiquei muitas referências a jogos online, especialmente as pessoas que confundem o "real" com o "virtual", e a coisas de nossa própria história mundial, como colonização das Américas e África, fora alfinetadas no que estamos fazendo atualmente. Ou seja, dá para se divertir e refletir um pouco no filme, não ficando uma fantasia tão distante de nós.

Os efeitos 3D no filme achei bem sutis, já que produzir tudo em 3D deve ser bem mais trabalhoso, então geralmente eram mais cenas com pronfundidade na tela, sem ela "saltar" para cima de você, e quando isso acontecia era mais com cenário. Mas haviam cenas de ação e outras que davam uma ideia de estar mesmo no filme, como a arma parecendo que vai tocar no seu rosto. Gostei muito de como usaram a tecnologia e espero que mais cinemas desse tipo sejam espalhados pelo país. E como um extra, ainda pude visualizar filme que serão disponibilizados com a tecnologia 3D, incluindo Alice no País das Maravilhas de Tim Burton. Simplesmente estou com muito mais vontade de ver do que antes. A sensação de ver o Gato de Cheshire vindo pertinho de mim, abrindo o sorrisão, foi ótima hahahahaha...

Fica uma boa dica de filme para quem quer terminar o ano com grande estilo. Posso ainda estar sendo eufórico, mas para mim foi o melhor filme do ano, embora este ano tenha visto pouquíssimos também, então considerem isso. Mas que Avatar é diversão garantida, isso é!

Pensamento do dia: Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação. Charles Chaplin

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ragnaerist - O Mito da Criação

Andei trabalhando para me destrair do trabalho da tese em um novo cenário de RPG, que coloquei o nome de Ragnaerist. Este cenário será para ser utilizado em um futuro um tanto distante, já que estou sem tempo e ânimo para mestrar qualquer RPG no momento. Mas já vou aproveitando o tempo que tiro de relaxamento para ir enriquecendo o cenário e pretendo postar uma coisa ou outra aqui com o tempo. Assim, como uma introdução ao cenário eu descrevi a lenda que existe sobre a criação do Mundo, como chamam o local onde se passa o RPG, onde haverá divindades, bem variadas na verdade, pois são duas raças de deuses que são numerosos mas que deixarei apenas os principais descritos e o jogador poderá "importar" a dinvindade que achar conveniente para o jogo. Serão 5 raças em um cenário mais medieval. Bem, vou partir para o texto onde quem não se interessar por RPG pode apenas considerar com um simples conto.

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No início havia apenas Nada e Tudo. Eles vagavam no universo, coexistindo um ao lado do outro, um dentro do outro, mas Nada e Tudo não falavam a mesma língua, agiam e pensavam de modo diferente, e não se comunicavam.

Entretanto, com o tempo e a convivência, Nada começou a querer aprender mais sobre Tudo, este por sua vez queria conhecer melhor aquele que vivia ao sempre ao seu lado. Passaram a aprender mais sobre a língua de cada um e sobre os pensamentos de cada um. A cada momento em que um sabia mais sobre o outro, o interesse aumentava para saber mais e mais.

Conforme a evolução do aprendizado, Nada dominava a língua de Tudo, que por sua vez dominara a língua de Nada. Falavam já línguas iguais e conheciam tudo sobre o outro, com uma admiração que foi crescendo até se transformar em amor. Nada amou Tudo e o chamou de Aehc, que por sua vez amou Nada de igual modo e a chamou de Naht. Aehc e Naht decidiram se unir.

Da união de Aehc e Naht surgiram os elementos que compunham o mundo: fogo, água, terra, árvore e metal. Fogo e água eram dispersos e incontroláveis, sempre se espalahando para onde queriam ir, vezes indo um contra o outro, vezes um ajudando o outro, mas eram incontroláveis e caóticos em sua ânsia de liberdade. Terra e árvore eram controlados e medidos, pois sabiam que um dependia do outro e tentavam manter este equilíbrio, sempre buscando a harmonia e a ordem, para o bem comum de ambos. Metal era o único que não parecia nem buscar ordem ou caos para si ou para os outros, ficando um pouco isolado dos demais.

Dos constantes encontros entre fogo e água surgiram as entidades conhecidas como Eotens. Da cooperação mútua entre terra e árvore surgiram as entidades conhecidas como Sundors. Do metal nenhuma entidade surgiu, pois de si só nada poderia fazer.

Após o surgimento das entidades conhecidas como deuses, os elementos se uniram, um pouco enfraquecidos, de modo a formar o nosso mundo que conhecemos como Nosso Mundo, ou simplesmente Mundo.

Ao ver este mundo com água, terra e vegetação ambudante, os Eotens e os Sundors, que eram em grande número e sem uma lista completa, começaram a desejar populá-lo com suas criações. Colocaram os mais variados animais e monstros para habitar o Mundo. Entretanto mesmo que seguissem instintos de caos e ordem, como seus criadores, estes seres não tinham nada de interessante. Os Sundors imaginaram então em criar os Alfar, seres ligados mais a vegetação mas que tinham intelecto e livre arbítrio, possuindo pele clara, do pardo claro ao branco. Vendo a raça criada pelos Sundors, os Eotens decidiram criar uma raça de seres com intelecto chamados Dokkar, seres ligados às águas, similares aos Alfar mas com maior estatura e tonalidade de pele variando de cinza ao azul escuro. Além de criarem esta raça, criaram também os Jotnar, estes ligados ao fogo, fortes e maiores ainda que os Dokkar, com tons de pele variando entre o marrom e o vermelho. Ao verem que os Eotens haviam criado duas raças, os Sundors criaram mais uma, os Dvergar, seres com grande ligação com a terra, mas estes eram menores que os Alfar, pois os Sundors desejavam provar aos Eotens que suas criações não precisavam de grande estatura para serem fortes. Estes possuiam pele bem mais clara que as peles dos Alfar, indo de um branco rosado a um branco totalmente pálido.

Tanto os Sundors quanto os Eotens desejavam o domínio do Mundo por suas raças geradas por eles. Isso deu início a Guerra Primordial, protagonizada pelas quatro raças existentes. Em nome de seus deuses, eles mantiveram o conflito por anos e anos. Os deuses pouco interviam e não de modo claro muitas vezes, talvez pelo ainda pouco conhecimento de seus próprios poderes ou simplesmente para ter orgulho de ver suas crias saindo como vencedoras por seus próprios esforços.

Com o tempo os deuses viram que muitos de seu “filhos” estavam sofrendo demasiadamente de ambos os lados. Por iniciativa dos Sundors foi proposta uma trégua, aceita pelos Eotens. Os termos da trégua seria deixar a cargo das suas raças o destino do Mundo, onde interfeririam apenas para propagar seus princípios, pessoais, aqueles vistos por cada deus, ou globais, com Eotens defendendo a liberdade e o caos enquanto Sundors defendia a lei e a ordem. Além destes termos de conduta haveria ainda um marco que deveria ser lembrado sempre deste acordo: a criação de uma nova raça conjunta entre Eotens e Sundors. Assim, proveniente do metal, que nunca havia tomado parte entre ordem e caos, os deuses criaram os Middrar. Esta raça estaria menos influenciada pelo desejo de caos ou de ordem, como acontecia com as demais raças. Sua estatura seria mediana, já que os Dokkar e Jotnar eram em maiores que os Alfar e Dvegar, possuindo tonalidade de pele variando entre marrom escuro ao branco rosado. Não teriam vantagens físicas perante os demais, exceto pela grande aptidão tecnológica que poderia fazê-los superar as adversidades que viriam. Seria a raça de equilíbrio para o Mundo.

Assim é até hoje conhecido a forma como as cinco raças surgiram e que povoam o Mundo até os dias atuais...

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Aqui encerra-se o mito da criação, onde já coloquei também umas imagens icônicas das raças, que embora haja diferença de estatura, elas se assemelham a outras raças conhecidas, afim de facilitar inclusive que jogadores encontrem imagens para ilustrar os personagens ou mesmo criá-los sobre a imagem. Espero que tenham gostado do mito e qualquer comentário ou mesmo erro de português ou digitação, podem avisar que agradeço muito, já que ainda estou desenvolvendo.

E dá para notar no menu lateral que coloquei os marcadores a mostra, afim de facilitar o encontro de assuntos no blog, que passou a ficar bem grande e variado. Além disso reduzi a exibição de postagens para cinco por página, já que posto com muitas imagens, carregado muito para quem entra e também reduzi a quantidade de postagens, não tem muito sentido exibir assunto do mês passado na primeira página sempre. Espero que gostem destas mudanças visuais também.

Pensamento do dia: Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma. Buda

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Enfim nível épico...

Segundo a quarta edição de Dungeons & Dragons, do nível 21 o personagem começa a trilhar seu destino épico, onde ele atingirá o nível épico no final de 10 níveis, ou seja, quando atingir os nível 30 ele será um personagem épico. E para ilustrar esta postagem escolhi umas imagens de GENZOMAN, um artista muito bom que desenha personagens e situações épicas com facilidade.

Então, assim cheguei ao nível épico no último domingo, completando meus 30 anos de vida. Fazendo uma analogia direta entre os anos vividos e níveis de personagem, posso considerar que estou no nível 30, ou seja, eu agora sou épico! É aquele nível onde o se pode encarar monstros e inimigos poderosíssimos, seres místicos e fazer atos que antes não poderia. Agora posso enfrentar dragões e vencê-los. Posso encarar semi-deuses ou até mesmo divindades e vencê-los também! Quem dera que a vida fosse como na ficção hahahaha... Ou não... Se fosse igual a ficção o mundo seria uma loucura maior do que já é hahahaha...

Mas enfim, quando eu era novo eu imaginava que ao chegar aos meus trinta anos eu estaria em uma situação totalmente diferente da que estou agora. Tudo bem que eu era muito novo e imaturo, com a minha visão atual da vida sendo mais madura eu posso ver uma certa parte de ilusão, mas creio que carregava também uma visão que aprendi com meus pais, já que a realidade em que eles cresceram era diferente da minha. Na época deles um homem de 30 anos já tinha certa estabilidade, uma família já formada e outras coisas que eram ouvidas e pareciam comuns. Hoje em dia isso não é tão comum, ainda mais se pensar em terminar faculdade e quem sabe uma pós. Maioria termina os estudos já próximo dos trinta, aí atravessa o nível épico ainda tendo que enfrentar muitos titãs. Por isso existe a famosa crise dos trinta que muitos passam. Seria um conflito entre o que esperávamos ter e a nossa realidade. Estive passando por isso várias vezes e ainda tenho alguns conflitos similares, mas acho que quando entendi que se tratava de um problema de embate entre espectativa e realidade, dá para trabalhar com mais cuidado e superar os momentos de crise.

Ainda não estou como queria mas creio que em breve terei uma situação mais estável. Tudo depende de terminar logo o meu doutorado, pois nem eu e nem minha tese nos aguentamos, por mais que um goste do outro, meio que entramos em crise. Mas isso tem ajudado a nos entendermos e estamos caminhando para um desfecho breve. Isso me anima pois quero logo poder tomar novos ares, quem sabe mudar de estado, o que é bem provável tendo em vista o mercado de trabalho atual, mas que teria muitas vantagens. Vivi muitos anos e desses cheguei a ter várias experiências, boas e ruins, mas que contribuiram para eu ser quem eu sou hoje. Creio que vivi meus 30 anos muito bem vividos, mas desejo mais. Ainda tenho muitos monstros a derrotar mas não irei perder o ânimo não, pois quero viver pelo menos mais 30 anos bem vividos!

Sorte ddo dia by orkut: A felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca

sexta-feira, 17 de julho de 2009

5 Elementos RPG

"5 Reinos, 5 povos influenciados pelo zodíaco chinês e os seus 5 elementos principais: madeira, fogo, terra, metal e água. Após lutas entre si estes povos encontraram um equilíbrio e a paz como consequência. Mas novamente entram em disputa com a descoberta de um novo continente. Famílias dos cinco reinos começam uma corrida pela colonização das novas terras, enfrentando perigos sem fim, povos desconhecidos e inimigos antigos. Controle 3 desbravadores de novas terras e seja uma lenda do Novo Mundo!"

Esta é o resumo do novo projeto de RPG que estou a frente no fórum Lendas Infinitas, mas que pretendo na verdade seguir a sério, pela grande variedade que pode ser explorada neste RPG. Foi o tal RPG citado aqui anteriormente que foi inspirado em parte em Granado Espada.

A motivação inicial partiu de uns estudos que estava fazendo sobre os cinco elementos chineses, zodíaco chinês e a filosofia por trás disso. Descobri o Wu Xing, uma filosofia que associa tudo no mundo em 5 estágios, atrelados aos 5 elementos básicos: madeira, fogo, terra, metal e água. Existe ainda um desdobramento em Yin e Yang destes elementos e eles influenciam nos animais do zodíaco chinês também, que tem a regência do ano e da hora. Uma astrologia bem complexa com mais de mil combinações possíveis.

Inicialmente queia usar apenas 5 atributos para representar os personagens no RPG, mas depois achei melhor desdobrar estes atributos em físico e espiritual, usando o Yin e Yang como base. Para tanto desenvolvi 10 atributos básicos, onde 5 seriam físicos e 5 seriam espirituais. E estes elementos estariam associados com os elementos. Assim teria o fogo, terra, metal, água e madeira resultando em força, resistência, destreza, agilidade e vitalidade para atributos físicos e resultando em sorte, vontade, sabedoria, carisma e inteligência para atributos espirituais. Essas associações foram geradas depois de pesquisas de quais elementos estavam associados a quais qualidades, para ficar bem bonito também.

Partindo do objetivo de usar sempre um dado de 10 faces (d10), montei um sistema que a média seria 2 para todos os atributos, resultando em 20 pontos de atributos, estes que poderiam ser redistribuídos com o limite máximo de 4 em cada um dos atributos. Depois defini detalhes como defesa, ataque e inclusive acerto e falha crítica utilizando tais atributos e um d10. Eu gostei do resultado, que embora simplório, parece funcionar bem. Em breve começarei o RPG no Lendas Infinitas e testarei em combates e outras situações como o sistema em si funciona.

O mundo eu pensei inicialmente em uma divisão tipo Dynasty Warriors, com 3 reinos lutando entre si. Mas como temos 5 elementos base, porque não 5 reinos? E porque deveriam ser somente chineses? Daí pensei em 5 reinos que seriam associados a regiões diversas do nosso mundo antigo e assim ter certa variedade. Daí escolhi nomes de animais que não apareciam no zodíaco chinês, com certa base para esta associação também. Assim surgiram o Reino do Leão, que seria um reino no estilo Europa Vitoriana e das Grandes Navegações, o Reino da Garça, com um Japão Imperial com uma Coréia Tradicional, o Reino da Raposa, sendo uma espécie de Grande China das grandes dinastias, o Reino do Louva-a-deus, sendo similar a Índia e Tibet antigos e por fim o Reino do Escorpião, um mundo árabe misturando Oriente Médio com Norte da Africa. Reinos que após eras de guerras entraram em uma paz instável, mas que durava a uns 50 anos. Assim tinha o até então o único mundo conhecido.

Com a descoberta de novas terras a oeste, este mundo conhecido passou a ser chamado de Velho Mundo e as novas terras de Novo Mundo. Nada muito criativo mas como também foi usado em nossa história tal nomeclatura, achei interessante tais nomes. Este Novo Mundo era repleto de seres desconhecidos, monstros e selvagens. Assim a paz instável que fora atingida por uma espécie de equilíbrio natural poderia ser quebrada com novas fontes, novos recursos e assim ia. Começava assim uma corrida pela conquista e colonização das novas terras.

Nesse cenário que os jogadores entram, para interpretar até 3 personagens defendendo uma família no Novo Mundo. Como existem 5 cidades nas novas terras, uma para cada reino, fica uma certa tensão política no ar também, abrindo espaço para quem não quer apenas jogar algo só de porrada mas com intriga e sociabilidade.

Como todos no mundo dos 5 Elementos são regidos pela astrologia chinesa, todos creem nos 12 animais sagrados do zodíaco chinês os protegem e realmente, gastando pontos de ki, energia vital, os personagens podem invocar os poderes de seu animal protetor, ganhando poderes acima da média humana. Estes animais são "escolhidos" a partir da hora de nascimento do personagem, que segue para o resto de sua vida. Isto dá uma base legal de ter coisas meio sobre humanas para os jogadores.

O mais legal foi que acabei com os pontos de magia. Assim um mago pode SEMPRE ficar usando magia sem se preocupar de seus pontos de magia acabarem e ele ter que correr hahahaha... O que é gasto são os poderes dos animais que consomem pontos de ki.

Assim termina temporariamente o que queria falar sobre este novo projeto que estou curtindo muito em desenvolver. O que mais me deu trabalho mas também o que mais curti foi buscar os nomes para as cidades, com o auxílio do google translator e um dicionário etmológico que achei por aí, onde buscava os combinações de nomes que combinassem com a idéias de cada cidade mas nos nomes típicos que seriam falados em cada reino. Como as cidades do Novo Mundo: New Victoria, Koshinto, Xinjing, Navamandir e Farasa.

No Lendas Infinitas ainda estou com um projeto conjunto com um amigão meu de exploração planar mas sem uso de dados, apenas interpretativo. Fica bem variado e acho que ficará bem legal também. O 5 Elementos é um projeto pessoal meu mas quem quiser usá-lo, seja completo ou apenas como base ou inspiração, sinta-se livre para tal. O sistema ainda não está completamente testado, mas acho que está bem firme. Quem quiser olhar o sistema e as bases, pode ver aqui neste link em pdf: 5 Elementos RPG. Ainda faltam as cidades do Novo Mundo e suas descrições, que só nesta semana coloquei no Lendas Infinitas, mas em breve devo atualizar o arquivo.

E a todos que acompanham este blog, peço que aguardem até semana que vem para novas atualizações, pois estarei indo hoje para São Paulo visitar uns amigos amanhã e domingo ir ao Anime Friends. Até semana que vem e bom fim de semana a todos!

Sorte do dia by orkut: Uma pessoa precisa de uma boa reputação para sobreviver